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Santos investe em mecanismos para combater enchentes e erosão


A Prefeitura de Santos avança com projetos para reduzir enchentes e conter a erosão da faixa de areia. As iniciativas incluem a implantação de Estações Elevatórias com Comportas (EECs), voltadas à macrodrenagem urbana, e a utilização de geobags para proteger o litoral contra os impactos das ressacas.

Atualmente, a Cidade mantém em operação a EEC 7 Engenheiro Marcos Diniz, inaugurada em maio de 2023 na Entrada da Cidade. A estrutura conta com um reservatório capaz de armazenar 4,25 milhões de litros de água, volume equivalente a quase duas piscinas olímpicas, e recebeu investimento de R$ 38,1 milhões. Além disso, as três bombas instaladas possuem vazão conjunta de 6 mil litros por segundo, o que permite encher uma piscina olímpica em cerca de cinco minutos.

Enquanto isso, a Prefeitura executa as obras da EEC 6, na Avenida Engenheiro Augusto Barata, no Saboó. A nova estação contará com oito conjuntos de motobombas verticais a diesel e capacidade de vazão de 20 metros cúbicos por segundo. O Município assinou contrato de R$ 153,3 milhões com a Terracom Construções para realizar a intervenção.

Além da EEC 6, o Programa Santos Mais prevê a construção de outras três estações nos bairros Bom Retiro/Santa Maria (EEC 2), Rádio Clube (EEC 4) e Chico de Paula (EEC 9). O projeto, financiado pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), também inclui pavimentação de vias, melhorias de acessibilidade e construção de unidades habitacionais.

Paralelamente, a Prefeitura mantém tratativas com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para elaborar um planejamento estratégico voltado ao enfrentamento das mudanças climáticas. Ao mesmo tempo o estudo analisará novas soluções de drenagem e macrodrenagem para diferentes regiões do Município.

Além das ações contra enchentes, Santos investe na preservação da orla. Em parceria com a Unicamp, a Prefeitura implantou em 2018 um projeto-piloto pioneiro no Brasil com a instalação de 49 geobags (grandes bolsas preenchidas com areia) na Ponta da Praia.

A barreira submersa, construída em formato de “L”, reduziu os impactos das ressacas e contribuiu para a recuperação da faixa de areia nas praias da Aparecida e do Embaré. Como resultado, o projeto registrou ganho médio de 8,9 centímetros na altura da areia.

A Autoridade Portuária de Santos (APS) prevê a manutenção da estrutura já existente e a ampliação do sistema para reforçar a proteção costeira da região.



Fonte: Jornal Da Orla

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