Após questionamentos da Comissão Especial de Vereadores (CEV) de Cubatão que fiscaliza as obras da Sabesp no bairro Vale Verde, a empresa se comprometeu a pavimentar as ruas afetadas pela troca de solo e afirmou que disponibilizará os contratos com as terceirizadas para consulta do Legislativo.
A informação é do presidente da CEV, vereador José Elan dos Santos Gomes (Batoré/Agir), após reunião da Comissão com representantes da Sabesp e do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-SP). O objetivo foi questionar a companhia sobre o andamento dos trabalhos e os transtornos causados aos moradores do Vale Verde. Os parlamentares citaram problemas como falta d’água e obras de saneamento realizadas no local que causaram danos a ruas e calçadas.
De acordo com informações divulgadas pela Câmara de Cubatão, o gerente da Sabesp, Carlos Eduardo Santos, afirmou que há 93 trabalhadores atuando na região, sendo 28 moradores do Vale Verde, 41 de outros bairros e 24 de outras cidades da Baixada Santista e Grande São Paulo. O gerente afirmou, ainda, que que a Verdebianco, terceirizada responsável pelos trabalhos, tem oito empresas subcontratadas. A Sabesp se comprometeu a enviar aos vereadores os contratos com a terceirizada e as subcontratadas.

Reunião dos vereadores com representantes da empresa
PROJETO
Foi esclarecido que o projeto inicial das obras no Vale Verde previa a utilização do método de estaqueamento, com estacas de eucalipto cravadas no solo. Mas houve alteração do método, substituído para o método EPS (poliestireno expandido) que, de acordo com a Sabesp, alivia a sobrecarga do solo e dá mais agilidade à obra.
Rogério José Osti, engenheiro fiscal do contrato, salientou que não há como fazer uma obra de esgoto de grande porte em um bairro inteiro sem danificar ruas ou abrir valas. “Nós temos que fazer a obra com o mínimo de transtorno possível, agradando a todos. E, principalmente, o morador que está lá com o buraco na porta da casa dele”, disse. O presidente da CEV ressaltou a necessidade de identificação e sinalização adequadas do local dos trabalhos.
Os vereadores questionaram, ainda, se estão sendo realizadas ações sociais na região. Os representantes da Sabesp afirmaram que existe, no contrato, apenas a obrigação de a Verdebianco fazer a comunicação social no bairro e em outras regiões da cidade para divulgar os benefícios das obras, incluindo escolas e creches.
O assunto continuará em pauta na próxima reunião da CEV, dia 7 de mai. Além de Batoré, compareceram à reunião os vereadores Marcio Silva Nascimento (Marcinho/PSB), relator da CEV, Guilherme do Salão (PSB), Marcos Roberto Silva (Tinho/PSD) e Alessandro Oliveira (Republicanos).
Fonte: Jornal Da Orla


