Temendo o que chamou de “ameaça terrorista” da Ucrânia, a ditadura da Rússia não exibirá armamento militar no desfile do Dia da Vitória, que será realizado em 9 de maio.
Será a primeira vez desde 2007 que a Parada da Vitória, que marca o aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial na Europa, em 1945, ocorrerá sem a presença de tanques, peças de artilharia e mísseis.
De acordo com a agência France-Presse (AFP), o Ministério da Defesa da Rússia disse em comunicado divulgado na terça-feira (28) que a decisão de não exibir armamento militar durante o desfile foi tomada “devido à atual situação operacional”.
Entretanto, a pasta informou que o desfile terá representantes de todos os ramos das Forças Armadas, vídeos mostrando militares “executando tarefas na zona da operação militar especial [como o Kremlin chama a invasão à Ucrânia]” e uma demonstração aérea.
“No âmbito da ameaça terrorista, logicamente, tomam-se todos os tipos de medidas para minimizar os riscos”, disse nesta quarta-feira (29) o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, em sua entrevista coletiva diária por telefone, segundo informações da agência EFE. “O regime de Kiev, que a cada dia perde terreno no campo de batalha, agora se envolveu plenamente na atividade terrorista.”
O uso intenso de drones pela Ucrânia tem gerado danos significativos à Rússia na guerra. Uma reportagem de março da agência Reuters relatou que 40% da capacidade de exportação de petróleo russo foi paralisada devido a ataques ucranianos à sua infraestrutura do setor e à apreensão de petroleiros.
Segundo um relatório do think tank Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS, na sigla em inglês), até o final de janeiro, as forças russas haviam sofrido aproximadamente 1,2 milhão de baixas (entre mortos, feridos e desaparecidos) na guerra na Ucrânia, das quais 325 mil foram mortes.
“Nenhuma grande potência militar chegou perto de sofrer um número tão grande de baixas ou mortes em qualquer conflito desde a Segunda Guerra Mundial”, destacou o CSIS.
Este mês, o secretário da Defesa do Reino Unido, John Healey, citando dados fornecidos pela Ucrânia, disse que 96% das baixas russas são causadas por drones ucranianos na linha de frente.
Fonte: Revista Oeste


