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Reboque do navio Professor W. Besnard aguarda autorização da Marinha


Os trabalhos para a recuperação total do navio oceanográfico Professor W. Besnard deram mais um passo. A Autoridade Portuária de Santos (APS) informou que a empresa contratada para os trabalhos, a Marfort, elaborou o Plano de Reboque encaminhado à Capitania dos Portos. A autoridade marítima adotou a cautela para a operação, pois as ações práticas têm riscos e podem levar até à paralisação do canal do Porto.

“A APS aguarda a autorização da autoridade marítima para dar continuidade à operação. Após aval, o Professor W. Besnard deverá ser rebocado para um estaleiro localizado na margem esquerda do Porto, em Guarujá, onde passará por inspeção estrutural definitiva”, informou, em nota, a APS.

Desde a grande operação que resultou na reflutuação do Professor W. Besnard, em 15 de junho, o navio permanece atracado no Cais do Valongo, no mesmo local onde havia adernado em março, após uma forte ventania.

A Marinha, por intermédio da Capitania dos Portos, analisa o plano, mas ainda “aguarda documentação que ateste e possibilite a manobra”. De acordo com a autoridade marítima, falta um seguro que permita reações rápidas, caso ocorra problemas durante o reboque, inclusive o afundamento.

De acordo com a Capitania, o navio não está mais caracterizado como embarcação em atividade, estando apenas como “casco em flutuação”, o que isenta a autoridade marítima de realizar inspeção.

“Nossa parte é documental, para segurança da navegação. Essa embarcação sofreu esforços complicados. Ela afundou, enfrentou problemas. Está tamponada. Não é confiável. Inclusive, quando um rebocador encostar na embarcação, pode ser que o esforço faça soltar o tamponamento. Existe risco. A probabilidade, independentemente de ser grande ou pequena, é de um impacto grande, podendo levar, por exemplo, à paralisação do canal”, informa.



Fonte: Jornal Da Orla

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