Agrolink
– Leonardo Gottems
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Trigo avança em Chicago – Foto: Divulgação
Os mercados agrícolas iniciam o dia sob influência de um cenário externo mais volátil, marcado pela alta do petróleo, pelo fortalecimento do dólar e por incertezas climáticas em regiões estratégicas de produção. Segundo a TF Agroeconômica, esse ambiente tem dado sustentação aos preços de trigo, soja e milho, ainda que cada produto reaja a fatores específicos do mercado global e doméstico.
No trigo, o avanço das cotações em Chicago reflete a preocupação com as condições das lavouras de inverno nos Estados Unidos, especialmente nas Grandes Planícies do sul, onde a falta de umidade segue reduzindo o potencial produtivo. A expectativa de chuvas nos próximos dias ainda não é vista como suficiente para reverter o quadro, enquanto a menor área plantada no país em mais de um século reforça a incerteza sobre o tamanho da safra. Ao mesmo tempo, a valorização do dólar frente ao euro limita ganhos mais amplos ao reduzir a competitividade das exportações americanas.
Na soja, o mercado opera com viés de alta apoiado pelo petróleo e pelas preocupações com o clima no Meio-Oeste dos EUA, onde as chuvas podem atrapalhar o ritmo de plantio e adicionar prêmio de risco às cotações. O óleo de soja segue como principal fator de sustentação, impulsionado pela demanda recente, com destaque para o setor de biocombustíveis. Esse movimento mantém margens saudáveis de moagem e dá suporte ao complexo como um todo, enquanto o mercado aguarda mais clareza sobre área plantada e clima.
Já o milho acumula o terceiro dia seguido de valorização em Chicago, sustentado pela demanda externa e pela expectativa em torno dos dados semanais de exportação dos Estados Unidos. O plantio segue no radar, com previsão de chuvas em parte importante do cinturão produtor e tempo mais seco na sequência, o que pode favorecer os trabalhos de campo. Ainda assim, persistem dúvidas sobre a área final a ser semeada, diante do aumento nos custos de insumos e das incertezas em torno das estimativas oficiais.
Fonte: AGROLINK


