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Mario Frias explica financiamento do filme de Bolsonaro


O deputado Mario Frias apresentou uma nova explicação sobre o financiamento do filme Dark Horse. Após negar o uso de recursos de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, o parlamentar agora cita uma empresa intermediária, enquanto órgãos de fiscalização investigam a origem dos milhões investidos.

Qual é a nova versão apresentada por Mario Frias sobre o dinheiro do filme?

Frias afirma que existe uma ‘diferença de interpretação’ sobre a origem dos recursos. Ele sustenta que o contrato oficial foi assinado com a empresa Entre Investimentos, e não diretamente com Daniel Vorcaro ou com o Banco Master. Por isso, no entendimento jurídico dele, não haveria dinheiro do banco na produção, embora os repasses tenham ocorrido via intermediária.

O que as investigações do Coaf revelaram sobre esse investimento?

Relatórios do Coaf apontam que a Entre Investimentos teria recebido cerca de R$ 159,2 milhões de fundos que estão sob investigação da Polícia Federal. Esse valor teria servido de base para o repasse à produção do filme, ligando indiretamente os recursos ao grupo financeiro anteriormente citado.

Qual foi a participação de Flávio Bolsonaro nas negociações?

O senador Flávio Bolsonaro admitiu ter solicitado apoio financeiro a Daniel Vorcaro para viabilizar o projeto. Segundo informações de bastidores, o patrocínio negociado chegaria a R$ 134 milhões, dos quais R$ 61 milhões teriam sido pagos em diversas operações ao longo de 2025.

Existe dinheiro público envolvido no longa-metragem Dark Horse?

Mario Frias garante que todo o capital utilizado na produção é estritamente privado. Ele reforça que, apesar das polêmicas sobre a origem dos investidores, o projeto não utilizou recursos de leis de incentivo ou qualquer outra verba do governo.

Os filhos do ex-presidente são sócios da produtora do filme?

Não. De acordo com o comunicado de Mario Frias, os irmãos Flávio e Eduardo Bolsonaro apenas autorizaram o uso da imagem da família para a obra. Eles não possuem participação societária na produtora GOUP Entertainment nem controle sobre a estrutura financeira do projeto.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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Fonte: Revista Oeste

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