Você sabe como proceder caso seja mordido, ou mordida, por um cachorro, rato, ou morcego, por exemplo? Recorrer ao Google para saber sobre uma policlínica de referência foi a atitude tomada pelo jornalista Alex Frutuoso, após ser mordido por um pequeno cachorro, na noite de terça-feira (26), no bairro da Pompéia em Santos. A indicação foi a Policlínica da Aparecida. “Dizia que era a referência para esse tipo de situação, para tomar antirrábica, mas lá, disseram que não”. Ele foi então à policlínica na Pompeia, onde conseguiu tomar a primeira vacina da antirrábica hoje. “Tem que tomar mais três vacinas, uma no sábado, uma na quarta que vem e uma no dia 10”.
O jornalista afirma que gastou com o transporte para ir até os lugares e no sábado terá de ir até a UPA Central, para tomar a segunda dose, “porque a policlínica aberta é longe de casa”.
A SECRETARIA
De acordo com a Secretaria de Saúde de Santos, todas as unidades de Atenção Primária à Saúde do Município possuem a vacina antirrábica humana “para realização de esquema pré-exposição, para trabalhadores de alta exposição ao vírus da raiva (tratadores de animais e de pet shop, veterinários, biólogos etc.) ou pós exposição em caso de acidentes com exposição acidental em virtude de arranhadura/mordedura por animal mamífero que possa ser reservatório do vírus (cães, morcegos, primatas não humanos, etc.)”.
Em nota, a Secretaria explica ainda: “Sendo assim, o acidentado deve, antes de tudo, realizar a lavagem do ferimento em fonte de água corrente, por 15 minutos, e sabão. Depois deste procedimento, deve procurar uma policlínica para atendimento do profissional de saúde, quando será notificado e dará início ao protocolo de atendimento, conforme reconvenção do Ministério da Saúde, que pode ser desde observação do animal agressor, por 10 dias, até soro/vacinação, a depender da extensão da lesão, tipo de animal envolvido, local do corpo em que a lesão foi feita”.
ATENÇÃO
Logo após o incidente, Alex Frutuoso conta que foi para casa, preocupado com a área ferida: “Vi o estrago, ficou um edema, ficou inchado. Primeiro, lavei com sabonete, desinfetei, porque estava vermelho, estava sensível, um cortezinho, só não foi pior porque eu estava com a calça jeans. Pela manhã, procurei a Policlínica da Aparecida”.
O jornalista diz ter ficado espantado com o desprezo da tutora do cão. “O cachorro se soltou, era pequeno e eu nem vi a raça, mordeu atrás do meu joelho, na coxa. A mulher saiu desesperada correndo atrás do cachorro e achou ruim, porque não acreditou que eu tinha sido mordido pelo animal. Eu perguntei ele era vacinado pelo menos? Ela falou: é lógico. E saiu, ficou olhando torto, achou ruim”, diz.
Alex Frutuoso alerta para a necessidade de as pessoas que têm animais ficarem atentas. “Eu tenho cachorro. Acho que o dono tem que saber o bicho que tem, se é desses pequenininhos, estressados, ou desses grandões que uma mordida machuca. Tem que ter muita consciência quando sai para a rua com o animal”.
Fonte: Jornal Da Orla


