Uma gambá fêmea carregando diversos filhotes nas costas chamou a atenção de frequentadores do Píer do Casqueiro, em Cubatão, na noite deste sábado (1º). O animal permaneceu por alguns minutos em meio às pessoas, despertando a curiosidade de quem passava pelo local. Alguns chegaram a oferecer alimentos. Posteriormente, a fêmea deixou o píer tranquilamente, levando os filhotes, sem ser importunada.
O comportamento registrado é considerado natural. Os gambás são mamíferos marsupiais — grupo do qual também fazem parte os cangurus e os coalas — e, após deixarem a bolsa da mãe (marsúpio), os filhotes passam um período sendo transportados sobre suas costas durante os deslocamentos em busca de alimento.
De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente, Segurança Climática e Bem-estar Animal de Cubatão, a presença desses animais em áreas urbanas é comum, pois os gambás vivem em tocas, tornando-se natural que aparecerem em áreas urbanas e, em especial, no período da noite, até por se adaptarem bem à área urbana. É a chamada fauna urbana.
Ainda segundo a pasta, os gambás desempenham um importante papel no equilíbrio ambiental, pois ajudam muito no processo de controle de pragas e no controle populacional de outros animais silvestres, como cobras, por exemplo. Também se alimentam de insetos e escorpiões.
De hábitos predominantemente noturnos, esses animais costumam sair de seus abrigos ao entardecer para procurar alimento. Onívoros, alimentam-se de frutas, insetos, pequenos vertebrados e até animais mortos. Apesar da aparência que pode causar estranhamento, normalmente não representam risco às pessoas e preferem fugir quando percebem a presença humana.
A Secretaria orienta que, ao encontrar um gambá, a população não deve alimentá-lo, nem interferir em seu deslocamento. A recomendação é que não os maltratem, uma vez que isso pode configurar crime ambiental e maus-tratos. Deve-se deixar que vá embora sozinho. Muitas vezes, eles estão só de passagem, pois sua toca pode estar próxima ao ambiente onde foi visto.
A recomendação também é manter distância.
Fonte: Jornal Da Orla


