O Comando Sul dos Estados Unidos (Southcom) anunciou nesta quarta-feira (20), por meio de publicação na rede social X, a chegada do grupo de ataque do porta-aviões nuclear USS Nimitz ao Caribe. A chegada da embarcação militar ocorre no mesmo momento em que o governo do presidente Donald Trump amplia a pressão dos EUA sobre o regime comunista de Cuba.
Na publicação, o Southcom afirmou que o USS Nimitz e os integrantes que compõem seu grupo de ataque: a Ala Aérea Embarcada 17, o destróier USS Gridley e o navio de reabastecimento USNS Patuxent, representam “preparação e presença”, além de “alcance e letalidade sem igual” e “vantagem estratégica”. O comando também destacou que o porta-aviões já demonstrou sua capacidade de combate “do Estreito de Taiwan ao Golfo Arábico”, garantindo estabilidade e “defendendo a democracia”.
A passagem do USS Nimitz pela América do Sul e pelo Caribe faz parte, até o momento, da operação Southern Seas 2026, exercício naval que previa a circunavegação da América do Sul com escalas em países como o Brasil, Chile, Panamá e Jamaica. O porta-aviões, inclusive, passou recentemente pelo Rio de Janeiro durante essa jornada operacional. Ainda assim, a chegada ao Caribe representa forte alerta por coincidir com a maior escalada de tensão entre Washington e Havana em décadas.
Nesta quarta-feira, o Departamento de Justiça dos EUA apresentou acusações federais contra o ex-ditador cubano Raúl Castro pelo derrubada, em 1996, de aeronaves da organização Irmãos ao Resgate.
A pressão americana sobre Cuba aumentou significativamente desde janeiro. Washington já aplicou mais de 240 sanções contra a ilha, interceptou ao menos sete petroleiros com combustível destinado ao país e ampliou restrições aos setores de energia, defesa, mineração e serviços financeiros por meio de ordem executiva assinada por Trump em 1º de maio. Os atos ampliaram crise interna em Cuba, que já alimentou diversos protestos recentes contra o regime de Havana.
Em mensagem divulgada nesta quarta-feira, Trump afirmou que os Estados Unidos “não tolerarão um Estado pária que abrigue operações militares, de inteligência e terroristas hostis a 90 milhas do território americano”.
Fonte: Revista Oeste


