Os elevadores da passarela instalada ao lado do prédio da Alfândega, na Praça da República, no Centro de Santos, não estão funcionando desde o início de agosto por falta de manutenção. Não é a primeira vez que isso acontece e a questão tem gerado reclamações de usuários, principalmente idosos, gestantes e pessoas com crianças de colo, ou dificuldade de locomoção, que sofrem para subir os degraus da passagem sobre a Avenida Antônio Prado. Trata-se do principal às barcas das travessias Santos-Vicente de Carvalho e Centro-Ilha Diana.
E o problema deve perdurar, pelo menos, até a segunda semana de setembro. “A estimativa é que a manutenção comece na próxima semana e, uma vez iniciada, dure até duas semanas para ser concluída. Serão corrigidos problemas de corrosão de algumas estruturas metálicas. O serviço será executado pela empresa Upsafe, com quem a APS mantém contrato para a manutenção preventiva, corretiva e emergencial”, informou a Autoridade Portuária de Santos (APS), em nota enviada ao Jornal da Orla.

Nesta quarta-feira (19), a APS informou a abertura da rampa para ciclistas na passarela ao lado da Alfândega, como “opção também para as pessoas que desejarem evitar a escadaria”, enquanto os elevadores estão em manutenção.
Na mesma nota, a Autoridade Portuária havia informado que a Guarda Portuária abriu o portão que dá acesso ao cais para que os usuários pudessem acessar o terminal das barcas atravessando a avenida pela faixa de pedestres. No entanto, nesta quarta, a APS determinou que a “faixa de pedestres para travessia em nível da vias perimetral e da ferrovia não estará mais disponível”.


TRANSTORNOS
Tudo isso tem causado uma série de problemas. Moradora de Vicente de Carvalho, Larissa dos Santos Souza lembra que os elevadores foram implantados justamente para facilitar a vida dos idosos e pessoas com dificuldade de locomoção. “Não há outra alternativa a não ser subir pelas rampas e escadarias. Quando o trem está parado ou em circulação, eles não abrem o portão por conta de o trem poder pegar alguém. Enquanto isso, tem que subir essas pontes e escadas que eles fizeram super mal feitas; em dias de chuva é uma luta, escorrega e enche de água. Uma falta de respeito e responsabilidade”.
Ingrid Silva, também moradora do Guarujá, passou a utilizar a barca para chegar em Santos para tratamentos de saúde. Na semana passada – conta ela –, “subir aquela escada foi desafiador, além do coração estar grande, meus pulmões não são os mesmos”.


Ingrid diz ainda que os transtornos têm piorado sua saúde. “Tenho que passar pelas barcas, que mal funcionam, e pelo estresse agora dessa passarela. Morro de medo de passar mal subindo as escadas. São medos constantes: atravessar, sair da barca e essa luta”.
Karin Rodrigues também tem enfrentado transtornos. A cada 15 dias, ela traz a Santos o filho de dois anos, para atendimento com fonoaudióloga. Costumava atravessar com as catraias, na região do Mercado Municipal. No entanto, por mais conforto, opta pelas barcas. “Você sai da barca com a criança no colo e tem que subir aquela escada. Eu prefiro subir pelos degraus que pela rampa. É um desrespeito com os idosos, com as mães”.
Fonte: Jornal Da Orla


