O corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell, deu cinco dias para que uma juíza de Astorga (PR) explique por que colocou Eduardo Tagliaferro como perito em um caso na Vara Cível da comarca contra o banco Itaú. A mesma magistrada revogou a sua própria decisão nesta quinta-feira (11).
“A Corregedoria Nacional de Justiça reafirma seu compromisso com a higidez da atividade jurisdicional e com a observância dos padrões éticos e legais que regem a atuação dos auxiliares da Justiça, acompanhando o caso com a devida atenção institucional”, conclui a nota (íntegra).
O caso foi revelado pelo portal Metrópoles. De acordo com o veículo, o papel do perito computacional seria verificar se uma assinatura digital que confirmou uma compra é legítima, para que a Justiça decida se o débito se mantém ou é anulado.
Tagliaferro está na Itália e enfrenta, aqui no Brasil, um processo por violação de sigilo funcional. Durante a verificação de uma ocorrência de disparo de arma de fogo, os policiais apreenderam seu celular funcional e, com isso, descobriu-se o vazamento de mensagens de grupos de servidores. A chamada “vaza-toga” é utilizada pela direita para argumentar que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes abusou dos poderes de presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A Defensoria Pública da União (DPU) vê uma condução inadequada do caso, isso porque foi intimada após os advogados de Tagliaferro serem destituídos, por se recusarem a participar de uma audiência de instrução. A decisão foi tomada em protesto pela forma como Moraes realizou a intimação, pulando para a chamada citação por edital antes de enviar uma carta rogatória ao governo italiano.
Fonte: Revista Oeste


