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Comissão irá avaliar opções de acessos ao Túnel Santos-Guarujá


A criação de um grupo de trabalho para definir o melhor acesso ao túnel sob o canal do estuário do Porto de Santos, no lado de Guarujá, foi definida em reunião na sede de Autoridade Portuária de Santos (APS), com a participação de técnicos da Prefeitura daquela cidade e da empresa. O encontro, realizado na última quinta-feira (7), foi solicitado pelo prefeito Farid Madi (Podemos).

O presidente da APS, Anderson Pomini afirmou que será possível chegar a um consenso sobre as melhores opções de traçado dos acessos ao túnel Santos-Guarujá, na margem esquerda do Porto, em Vicente de Carvalho. Segundo ele, o objetivo é encontrar os traçados mais eficientes para Guarujá e para o Porto e com menor impacto à população, considerando inúmeros aspectos, como as obras da segunda fase da Avenida Perimetral da Margem Esquerda e a entrada em operação para voos comerciais do Aeroporto Metropolitano de Guarujá.

Formada por técnicos familiarizados com o assunto, a comissão terá representantes da Prefeitura de Guarujá, da empresa Mota-Engil, dos terminais das duas margens, Capitania dos Portos e Aeronáutica, entre outros setores ligados ao tema.
A Prefeitura de Guarujá defende a inclusão de um trecho da Avenida Santos Dumont na Poligonal do Porto, para que faça parte do projeto. Assim, as obras no local poderiam ser realizadas com recursos federais e a quantidade de desapropriações, reduzida.

A reunião foi marcada pela APS em atenção à Prefeitura de Guarujá, que enviou dois representantes: a secretária de Planejamento, Daniela Mariane, e o assessor do prefeito Farid Madi, Mauro Scazufca.

Pela APS, participou também o diretor de Infraestrutura, Orlando Razões, superintendentes, gerentes, assessores e técnicos.
Pomini ressaltou que todas as opções serão avaliadas pela Comissão Técnica e reafirmou o compromisso de tornar o túnel Santos-Guarujá uma obra que vai potencializar o crescimento econômico e a geração de empregos em Guarujá e também em Santos. “Por isso a importância da busca dos melhores acessos neste momento histórico para o futuro da região e do país”.

SEGURANÇA JURÍDICA

O presidente da APS demonstrou satisfação com a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), a respeito do contrato firmado com a Mota-Engil, empresa portuguesa vencedora da licitação para construir o túnel e explorá-lo durante 30 anos.

Pomini ponderou que a decisão garante a segurança jurídica para que a estatal possa fazer os aportes que lhe cabem na obra – R$ 2,6 bilhões.

Em sua decisão, o ministro do TCU Bruno Dantas indicou que não há a necessidade de a APS ser incluída no contrato, porque o poder concedente é o Governo do Estado – que também investirá R$ 2,6 bilhões no projeto.



Fonte: Jornal Da Orla

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