A Prefeitura de Santos deu início ao desassoreamento do Rio São Jorge, que é o principal corpo hídrico dos bairros Bom Retiro, São Jorge, Chico de Paula e Santa Maria, recebendo ainda contribuição dos canais das avenidas Jovino de Melo e Roberto Molina Cintra, na Zona Noroeste. Os trabalhos começaram sexta-feira (31) e deve estar concluída em novembro, de acordo com o prazo contratual. Estão sob responsabilidade da TMK Engenharia, vencedora da licitação, com custo de R$ 2,6 milhões.
A área a ser desobstruída (2.186,48m²) corresponde a quase duas piscinas olímpicas e Os serviços integram o Programa Santos Mais, que abrange macrodrenagem, habitação e inovação tecnológica, e tem financiamento de R$ 574 milhões (105 milhões de dólares) obtido junto ao Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF).
“A dragagem removerá sedimentos, lodo e detritos acumulados no fundo do curso d’água, lançados irregularmente ou carreados pelas chuvas e alta da maré”, explica o secretário Nilson Barreiros, titular em exercício da Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos (Seinfra).

Obras no Rio São Jorge, na ZN.
ETAPAS
Os sedimentos retirados do fundo do rio passam por uma peneira. De acordo com o secretário, o que não for peneirado vai para uma caçamba e terá como destino final o aterro certificado. A lama que passou pela peneira será bombeada para o interior dos geobags. “Os geobags drenarão a água ainda presente nesses resíduos, até sua completa secagem”, afirma Daniel Vinícius dos Santos, técnico em edificações da Seinfra, que acompanha os trabalhos.
Ele explica que o tecido dos sacos deixa a água escapar de volta para o rio, mas retém toda a lama e os resíduos sólidos porventura ainda existentes. “Com a saída da água, o lodo seca e diminui muito de tamanho dentro do saco, o que evita que a sujeira volte para a água ou espalhe odores, facilitando depois seu transporte”.
Fonte: Jornal Da Orla


