O regime chinês voltou a realizar grandes operações contra igrejas no país, tendo como alvos cristãos e suas atividades religiosas.
Autoridades policiais realizaram uma operação na Igreja da Fundação Eterna, localizada em Guangzhou, um importante polo industrial do sul do gigante asiático, em meados de abril, que resultou na deportação de um casal cristão americano que vivia na China há 30 anos, segundo informações da ONG China Aid, que não detalhou as motivações do caso.
No mesmo dia, outros religiosos foram vítimas de batidas na mesma cidade. Um homem cristão, identificado como Zheng Zhoulin, foi levado sob custódia por suspeitas de distribuir “materiais impressos ilegais” relacionados a apologética cristã e ao criacionismo. Ele foi acusado de realizar “operações comerciais ilegais”, apesar dos materiais não tratarem em nenhum momento de temas sensíveis ao regime.
No mesmo dia, uma mulher cristã chamada Li Yuesui também foi presa em Guangzhou, sob a acusação de “receber ordens” para a distribuição desses materiais. O Departamento de Segurança Pública da cidade não emitiu comentários públicos sobre os casos e eles seguem sem atualização das autoridades.
Bob Fu, presidente da ChinaAid, afirmou que os episódios tratam “claramente de um método de criminalizar a expressão religiosa”.
Na China, acrescenta, a acusação de “operações comerciais ilegais” é frequentemente usada como um crime genérico para atingir a disseminação de ideias consideradas não autorizadas pelo regime, mesmo quando não há motivação de lucro.
As novas operações policiais acontecem meses após a prisão de pelo menos 30 pastores ligados a uma das maiores congregações cristãs evangélicas não registradas do país, a Igreja Zion.
Fonte: Revista Oeste


