O bicudo-do-algodoeiro (Anthonomus grandis) segue como a principal ameaça à produtividade e à qualidade na cadeia do algodão, exigindo monitoramento constante ao longo de todo o ciclo da cultura, especialmente em períodos estratégicos da safra. O inseto ataca diretamente estruturas reprodutivas da planta, como os botões florais, o que compromete o desenvolvimento e pode reduzir em cerca de 70% o potencial produtivo da lavoura.
“O bicudo tem impacto direto na formação da planta, pois atinge estruturas essenciais, como os botões e as maçãs”, explica Luiz Henrique Marcandalli, Head de Marketing da Rainbow. “Se não manejado de forma adequada, ele pode provocar queda dessas estruturas e reduzir significativamente o rendimento da cultura”.
De acordo com especialistas, o inseto mede entre 3 e 6 milímetros, tem coloração marrom e apresenta alta capacidade de reprodução, o que dificulta seu controle e amplia o risco de danos à lavoura.
Os primeiros sinais de infestação incluem botões florais perfurados, queda precoce dessas estruturas e flores com aspecto rosetado. Os sintomas podem surgir de forma discreta, mas tendem a evoluir rapidamente em condições favoráveis ao desenvolvimento da praga, reduzindo o tempo de resposta do produtor.
Diante desse cenário, o monitoramento contínuo é apontado como medida central para o controle da praga. A inspeção frequente da lavoura e a atenção às estruturas reprodutivas permitem identificar precocemente a infestação. Práticas como a destruição de restos culturais, a eliminação de plantas voluntárias e o uso de armadilhas na entressafra também contribuem para reduzir a população do inseto. “O controle do bicudo não depende de uma única ação, mas sim de um conjunto de práticas bem executadas e no tempo certo”, destaca Marcandalli.
O manejo integrado inclui ainda a rotação de mecanismos de ação e o uso criterioso de inseticidas, especialmente em áreas com maior pressão da praga. Produtos com diferentes modos de ação são utilizados nesse contexto, como soluções à base de etiprole, a exemplo do Ethrole, desenvolvido pela Rainbow, que atua por contato e ingestão.
“Mais do que uma medida isolada, o controle do bicudo-do-algodoeiro depende de planejamento, monitoramento e integração de estratégias ao longo da safra, reforçando a importância de uma abordagem técnica e contínua para proteger o potencial do algodão”, conclui Marcandalli.
Fonte: AGROLINK


