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Ministro da Justiça entrega motos e armas para a Guarda Portuária


Dentro de um plano de R$ 300 milhões para investimentos em segurança, a Autoridade Portuária de Santos (APS) entregou, nesta sexta-feira (14), quatro motos de 800 cilindradas e 80 pistolas (8 milímetros) para a Guarda Portuária. Também foram anunciadas a chegada, “em breve”, de duas lanchas com proteção balística para a corporação.

A notícia foi dada pelo presidente da APS, Anderson Pomini, durante visita do ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, e do secretário nacional de Segurança, Chico Lucas, ao Porto de Santos, na manhã desta sexta. O ministro e o secretário não fizeram anúncios: apenas falaram, de maneira genérica, sobre a necessidade de integração de órgãos federal e estadual.

Wellington César afirmou que a visita serviu para ele conhecer o complexo portuário, as ações da APS e, principalmente, discutir estratégias integradas para intensificar o combate ao crime organizado no Porto, sobretudo, contra o tráfico internacional de drogas.

“É um desdobramento da reunião realizada no Escritório Nacional Antifacção, em São Paulo, em julho, com todas as instituições presentes. O combate ao crime organizado pressupõe investimento em tecnologia e inteligência e isso somente acontecerá com a integração das forças, o diagnóstico do tipo de ação dos criminosos. Estamos reunindo todas as instituições do Governo Federal e Estadual, reforçando os efetivos e os equipamentos da Guarda Portuária, para que o Porto de Santos tenha todo tipo de suporte”.

Sem falar em valores de investimento, o ministro preferiu ressaltar o trabalho do Ministério da Justiça como articulador dessa integração, citando a atuação conjunta com o Ministério de Portos e Aeroportos, com o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e a Polícia Federal, além das polícias Civil e Militar do Estado de São Paulo. “Todas as instituições estão juntas. Se o crime é organizado, o Estado tem que estar organizado para combater. Nós vamos adaptando as respostas conforme o crime organizado também vai mudando as suas estratégias”, afirmou.

LABORATÓRIO

Para o presidente da APS, a visita dos representantes do Governo Federal dá a medida da importância do Porto de Santos, onde as ações de segurança servirão como exemplo para o país.

“Por isso, faremos um investimento – já começamos há três anos – de R$ 300 milhões, principalmente para o reforço da infraestrutura da Guarda Portuária, com a assinatura do sistema de gerenciamento de informações de tráfego de navios (VTMIS), que vai fazer a cobertura da área de fundeio, com a implementação de diversas tecnologias. A vinda do ministro e do secretário é muito importante justamente para destacar o nosso Porto de Santos como o grande laboratório das ações de combate ao crime organizado. Nós não temos o direito de errar”, disse.

POLÍCIA FEDERAL

Questionado sobre o efetivo da Polícia Federal, o secretário nacional de Segurança, Chico Lucas, afirmou que a PF tem autonomia e a Secretaria faz a integração interfederativa. “Hoje, a Polícia Federal está com todo o seu efetivo contratado, mas ainda está aquém das responsabilidades que ela assume. A Receita Federal é da mesma forma. Então, é um debate que a gente está fazendo justamente para reforçar o policiamento”.

Para Chico Lucas, no entanto, não se trata apenas de reforço policial. “Quando você pensa em porto, acho que a gente tem que entender que ele é o fim de um ecossistema e o início de outro. A gente está trazendo informações do Paraguai, do Mato Grosso, da Bolívia, toda aquela cadeia começa lá e deságua aqui. É um trabalho muito amplo, que precisa de muita interlocução, não só no aumento efetivo, mas na alimentação com informações sobre como as cadeias funcionam, para interromper o crime”.

O secretário explica que, recentemente, foi lançado o programa Brasil Organizado e um dos focos é o enfrentamento à violência nas fronteiras. “O Porto de Santos é uma fronteira marítima que conecta o Brasil com mais de 200 países. A estrutura logística que serve para o espalhamento da produção de grãos, industriais e de outros tantos serviços e comércios, serve à criminalidade. Por isso, integrar as forças é importante”.



Fonte: Jornal Da Orla

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