Em comemoração aos 41 anos da Guarda Civil Municipal de Santos (GCM), a Prefeitura promoveu, nesta quarta-feira (12), uma cerimônia para homenagear os integrantes da instituição. Inspetores e inspetoras, além de aposentados da corporação receberam um diploma e a Comenda Oswaldo Justo, ex-prefeito (1984-1989) e criador da GCM.
Quase que em uníssono, a prefeita em exercício Audrey Kleys (PSD), o secretário municipal de Segurança, Flávio de Brito Jr., o comandante da GCM, Wagner Luiz, e o presidente da Câmara dos Vereadores, Adilson Jr. (PP), destacaram a evolução, a importância dos serviços prestados e o compromisso da corporação para o bem-estar da sociedade.
“Temos que lembrar dos que vieram antes, falar da nossa gratidão pelos homens e mulheres que vestiram essa farda e abriram caminhos. Essa GCM tem história, memória e responsabilidade para continuar o trabalho em benefício da população”, disse o comandante Wagner Luiz.
“O tempo passa, mas o que realizamos de bom fica. E temos que tratar a GCM lá em cima, com valorização. Agradecer pelas realizações em equipe, a dedicação, a coragem. Estão na linha de frente pela nossa defesa, pela cidade, em parceria com outros órgãos de segurança”, complementou Audrey Kleys.
GUARDIÃ MARIA DA PENHA
Dentre as homenageadas desta quarta-feira esteve Maria Aparecida Barbosa Rodrigues. Há 36 anos da Guarda Civil, desde 2012 ela exerce a função de inspetora-chefe e há quatro anos está à frente da equipe Guardiã Maria da Penha, que auxilia no combate à violência contra as mulheres.
De acordo com ela, infelizmente, a demanda pelo atendimento cresceu. Ela conta que somente em agosto – e ainda não finalizamos a primeira quinzena do mês – a Guardiã recebeu 50 demandas do Ministério Público para fiscalização de medidas protetivas. Mas ela atribui esse crescimento também ao fato de haver mais divulgação sobre legislação, punição, instrumentos de proteção e acolhimento.
“Eu creio que elas podem ter mais segurança, saber onde ir procurar ajuda, onde denunciar. A Prefeitura oferece cada vez mais apoio, a Guarda de maneira geral e integrada com as forças de segurança”, afirmou.
Inspetora-chefe Barbosa, como ela se identifica, explicou que o protocolo da Guardiã Maria da Penha prevê a atuação de mulheres e homens. “Mas quem faz o atendimento efetivo com as vítimas são as inspetoras, as encarregadas. Nós recebemos a demanda do Ministério Público (MP) e vamos até as vítimas. Quando é a primeira visita, passamos todo o protocolo do lugar onde ela tem de ir, o que precisa fazer, se precisa da equipe”.
No entanto, a inspetora destacou que a visita é algo opcional – a vítima não é obrigada a aceitar o atendimento da equipe. “Caso não queira, assina um termo. Porém, a medida protetiva continua ativa, porque não é a Guardiã que prorroga ou cancela essa medida, mas sim o MP. Nós somos acionados pelo MP e toda rede de proteção”.
Fonte: Jornal Da Orla


