Diante da declaração de Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII) para a Doença pelo Vírus Ebola (DVE), emitida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a Autoridade Portuária de Santos (APS) intensificou as ações de preparação para uma eventual ocorrência da doença em embarcações vindas do exterior.
O trabalho é conduzido em parceria com o Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE) de Santos, vinculado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). As iniciativas incluem treinamentos para os profissionais que atuam no ambiente portuário e o fortalecimento da integração entre as instituições responsáveis pela resposta a emergências em saúde pública.
O protocolo já foi apresentado às equipes técnicas de outros municípios da Baixada Santista.
No final de junho, profissionais da Praticagem participaram de treinamento sobre o uso do Equipamento de Proteção Individual (EPI) Universal Mínimo, voltado a situações em que o prático precise embarcar em navios com suspeita de DVE. A atividade combinou demonstração prática e atualização técnica sobre a doença, abordando epidemiologia, formas de transmissão, sinais clínicos e medidas de prevenção.
No início de julho, foi a vez das equipes das clínicas médicas que atuam na área portuária. Além da revisão dos aspectos gerais da doença e da demonstração de colocação e retirada dos EPIs, os participantes conheceram o Anexo IV do Plano de Contingência do Porto de Santos para Eventos de Saúde Pública, que estabelece o Procedimento de Resposta para a DVE, contendo diretrizes para dois cenários: atendimento de caso suspeito a bordo e resposta a óbito suspeito durante a viagem.
Novos treinamentos estão agendados e envolverão outros segmentos da comunidade portuária.
Fonte: Jornal Da Orla


