- Quatro brasileiros foram detidos por autoridades da Islândia após a interceptação do navio Bandero. Eles compunham a tripulação que participava de uma campanha contra a caça às baleias no Atlântico Norte. Entre os detidos estão dois ativistas do litoral. Um deles é de Santos e o outro de Ilhabela.
A embarcação, de bandeira panamenha e utilizada em ações de patrulhamento pesqueiro, integrava uma missão da Captain Paul Watson Foundation. Segundo as organizações envolvidas, o navio foi abordado na quinta-feira (30) pela guarda costeira e pela polícia islandesa em meio à navegação. As autoridades assumiram o controle da embarcação e a conduziram ao Porto de Reykjavik.
A tripulação total é composta por 21 pessoas de dez nacionalidades e a comunicação foi interrompida. Cerca de 24 horas depois, os tripulantes foram autorizados a utilizar apenas seus computadores e a entrar em contato com familiares.
Os quatro brasileiros seguem impedidos de deixar o navio e aguardam depoimento formal às autoridades islandesas. O capitão da embarcação também permanece afastado do comando.
Diante da situação, a Sea Shepherd Brasil e a Captain Paul Watson Foundation protocolaram um pedido de atuação urgente ao Governo Federal.
SANTISTA
Vitor Fontes Young é o santista que está a bordo do navio. Em contato com o Jornal da Orla, Lucy Fontes, mãe de Vitor, disse que momento é de angústia diante do impasse.
“Meu filho está nessa missão há dois meses. Ele é capitão de veleiro, mas embarcou nesse navio para ser contra-mestre. Na Islândia a caça às baleias é permitida, mas eles foram tentar evitar essas ações. O comandante pediu autorização para entrar nas águas daquele país, mas foi negada. Mesmo assim, entrou. A Polícia invadiu o navio e tomou os celulares de todos. Só fiquei sabendo porque o Vitor esqueceu de levar um
computador e essa comunicação por computador foi autorizada”.
Lucy diz que o apelo é por uma punição mais branda, caso ocorra. “As penalidades serão provavelmente deportação, que que seria a melhor opção e ficarem proibidos de entrar no país novamente. Ou detenção em última hipótese. Essa é a que mais nos preocupa”.
Segundo a mãe do tripulante, a Embaixada do Brasil na Noruega (que atende também a Islândia) já deu início a uma intervenção. O Jornal da Orla entrou em contato com o Ministério das Relações Exteriores. A resposta será publicada tão logo seja enviada.
Fonte: Jornal Da Orla


