Após os novos ataques lançados pelos Estados Unidos contra alvos em seu território nesta quarta-feira (10), o regime islâmico do Irã anunciou o fechamento total do Estreito de Ormuz e ameaçou atacar qualquer embarcação que tente atravessar a estratégica rota marítima, uma das mais importantes do mundo para o transporte de petróleo.
Segundo comunicado das forças militares iranianas, divulgado por agências estatais do regime islâmico, a rota foi fechada “para todos os tipos de embarcações”, incluindo navios comerciais e petroleiros. De acordo com os militares iranianos, qualquer embarcação que tentar cruzar o estreito a partir de agora passará a ser considerada “um alvo militar”.
O anúncio foi feito poucas horas após o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) confirmar uma nova rodada de bombardeios contra múltiplos alvos iranianos. Segundo Washington, as ações foram realizadas em resposta ao que classificou como agressões contínuas do regime iraniano contra forças americanas na região.
A Guarda Revolucionária Islâmica afirmou ainda ter atacado duas embarcações que tentavam navegar pela rota após a entrada em vigor da medida.
Mais cedo, Trump havia afirmado que os Estados Unidos voltariam a atacar o Irã caso não houvesse avanços nas negociações para encerrar o conflito. O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, também declarou que forças americanas atingiriam “instalações-chave” iranianas para enfraquecer capacidades militares de Teerã e aumentar a pressão por um acordo.
O Estreito de Ormuz é considerado um dos principais corredores energéticos do planeta. Nas últimas semanas, devido ao cessar-fogo em vigor no conflito, algumas embarcações estavam conseguindo trafegar pela rota, mesmo sob intensa ameaça de ataques. A Marinha americana também estava dando apoio a navios que queriam passar pela região.
Em comunicado publicado na rede social X, o Centcom negou que o Irã tenha fechado o Ormuz e disse que navios estavam transitando normalmente pela rota.
Fonte: Revista Oeste


