A morte do piloto de helicópteros Odailton de Oliveira Silva, conhecido como comandante Dato de Oliveira, provocou comoção na Baixada Santista. O profissional foi baleado na cabeça durante um assalto na tarde de terça-feira (19), na região do Butantã, na Zona Oeste de São Paulo. Odailton foi levado ao Hospital Universitário, mas não resistiu aos ferimentos.
Ele dirigia um Jeep Renegade com os vidros abertos pela faixa da direita da Avenida do Rio Pequeno, quando foi surpreendido por um homem em uma motocicleta. Não se sabe se o piloto tentou reagir, mas ele foi atingido praticamente à queima-roupa.
Dato tinha 77 anos e quase meio século de profissão. Dentre diversos trabalhos, ele pilotou o Globocop, helicóptero da TV Globo utilizado em coberturas jornalísticas. Também participou de operações aéreas e reportagens como piloto de avião.
Dato tinha fortes ligações com a Baixada Santista. Ele cresceu na região do Itararé, em São Vicente. Escreveu o livro “Voar é a segunda melhor coisa do mundo”.
Pelas redes sociais houve várias manifestações de tristeza pela morte e revolta pelo crime. O jornalista e radialista Jean Marcel lembrou do gosto de Dato pelo ar. “Boa parte da vida já passava no céu. Que esse mesmo céu agora te receba e você apronte das suas por aí, levando alegria e bom humor pra turma daí”.
O empresário Gustavo Gotfryd escreveu que o mundo perdeu “um ser humano incrível”. “Um expert na aviação, resistiu a três acidentes aéreos, um sequestro em um helicóptero que pilotava mas perdeu a vida para a violência de SP”.
O corpo de Dato será velado nesta quinta-feira (21), a partir das 9h, no Salão Imperial da Memorial Necrópole Ecumênica. A cerimônia de cremação está marcada para as 14h.
Fonte: Jornal Da Orla


