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Em defesa do voto distrital


Sempre defendi o voto distrital e, principalmente, o voto distrital misto, como alternativas para aproximar o eleitor do representante e fortalecer a legitimidade política. No Brasil, o tema aparece com frequência nos debates de reforma política justamente por causa da percepção de distanciamento entre sociedade e Congresso.

O voto distrital puro divide o território em distritos, e cada distrito elege um representante. Já o voto distrital misto combina duas lógicas: uma parte dos deputados é eleita diretamente pelos distritos e outra parte pelo voto proporcional nos partidos, buscando equilibrar representatividade regional e pluralidade política. Modelos semelhantes existem na Alemanha e na Nova Zelândia.

O sistema distrital cria vínculo territorial claro entre representante e a população. Hoje, muitos eleitores não sabem quem é “o deputado da sua região”. No modelo distrital, o parlamentar passa a ter responsabilidade direta sobre determinada comunidade.

O PSDB tem o voto distrital previsto no seu programa que ajudei a redigir e defendo a sua implantação desde a fundação do partido em 1988. Porque com ele a população sabe quem representa sua cidade, seu bairro, sua região. Uma democracia forte exige proximidade entre eleitor e eleito.

Além disso, entre as suas vantagens, há mais fiscalização popular; cobrança direta do parlamentar; presença regional mais forte; campanhas potencialmente menos caras; e fortalecimento das demandas locais.

Esse tema é fundamental no debate pré-eleitoral e durante a própria campanha, pois regiões importantes economicamente, como a Baixada Santista, acabam sub-representadas dentro dos grandes estados.

Tenho refletido e afirmado que Santos, litoral e interior muitas vezes perdem espaço para máquinas eleitorais gigantes. Por isso o voto distrital misto pode fortalecer regiões historicamente relevantes. Assim, comunidades locais passam a ter voz mais contínua em Brasília.

Quem vive os problemas da região conhece melhor as soluções da região. Hoje o cidadão vota e depois não sabe quem cobrar. Isso precisa mudar. Esse é um dos diferenciais para a minha disposição como pré-candidato a deputado federal em 2026.

Defendo o voto distrital misto porque acredito numa democracia mais próxima das pessoas, mais equilibrada e mais conectada às comunidades reais do Brasil. Mas como essa bandeira deverá ser discutida e aprovada pela nova composição do Congresso Nacional, a ser eleita em 4 de outubro de 2026, a partir de 2027, apelo para que a Baixada Santista, o Litoral e o Vale do Ribeira escolham apenas pré-candidatos a deputados da região.



Fonte: Jornal Da Orla

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