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Sindicalista é preso por ameaças e porte ilegal de armas em Santos


O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviços de Asseio e Conservação e Limpeza Urbana da Baixada Santista (Siemaco), André Rodrigues de Lima, foi preso na manhã desta quarta-feira (13), em uma operação da 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), em uma operação resultado de uma investigação sobre a atuação de uma estrutura voltada à imposição de ameaças e constrangimentos contra trabalhadores e empresas da categoria. As apurações indicaram a utilização de métodos violentos e postura intimidatória para forçar paralisações e exercer domínio sobre a atividade sindical, criando um ambiente de medo generalizado.

Para desarticular o esquema, as equipes atuaram simultaneamente em duas frentes: na residência do investigado e na sede do sindicato. Durante o cumprimento das diligências, o suspeito foi localizado e capturado em imóvel no bairro Embaré, em Santos.

Na residência, os policiais apreenderam uma pistola calibre .380, acompanhada de carregadores e munições, com registro vencido. Na sequência, já na sede do sindicato, foi localizado um cofre camuflado, onde estavam ocultados um revólver calibre .38, com registro vinculado à arma anteriormente furtada, além de uma pistola Glock calibre 9mm, sem qualquer registro, além de munições e coldres táticos.

A forma como o armamento era mantido — acondicionado em coldres e pronto para uso — chamou a atenção dos investigadores, indicando que os equipamentos estavam preparados para emprego imediato, reforçando o contexto de intimidação identificado ao longo das investigações.

Além disso, André é conhecido como ‘Fuzil’ e se utilizava de seguranças armados para manter paralisações e ameaçar trabalhadores do setor, além de pressionar empresas. Trabalhadores que descumprissem as determinações seriam chamados para ‘as ideias’.

Diante dos fatos, o sindicalista foi autuado em flagrante pelos crimes de posse irregular de arma de fogo de uso permitido, posse ilegal de arma de fogo de uso restrito e receptação, permanecendo à disposição da Justiça.

Segundo a Polícia, as investigações prosseguem com a análise dos materiais apreendidos, os quais serão submetidos a exames periciais cibernéticos para mapear todo o organograma criminoso, visando aprofundar a identificação de outros envolvidos e compreender a extensão da atuação criminosa.

Em março os trabalhadores da limpeza urbana deram início a uma greve após desacertos nos valores pagos pelo Programa de Participação de Resultados (PPR). A questão foi resolvida um mês depois, com o pagamento de 70% do PPR.

O Jornal da Orla não conseguiu contato com a defesa do sindicalista. A assessoria do Siemaco não retornou o contato.

GRUPO TERRACOM

Em nota enviada ao Jornal da Orla, o Grupo Terracom disse acompanhar com atenção os desdobramentos da operação realizada pela Polícia Civil. “A Terracom esclarece que tomou conhecimento da prisão preventiva do sindicalista por meio da imprensa, na data em que a operação foi deflagrada. A empresa não tem acesso à decisão judicial, cujo processo tramita sob segredo de Justiça”.

A nota prossegue: “O Grupo Terracom informa, contudo, que ao tomar conhecimento, por meio de relatos de seus colaboradores, da existência de um suposto esquema de intimidação praticado no âmbito sindical, formalizou representação perante a autoridade policial solicitando as providências cabíveis. As diligências subsequentes foram conduzidas de forma autônoma pelas autoridades competentes. Por dever legal, o Grupo Terracom informa que está apurando os mesmos fatos através de investigações internas. Ao longo de sua trajetória, o Grupo Terracom mantém como princípio absoluto a preservação da integridade, da saúde e das condições de trabalho de seus colaboradores, repudiando qualquer prática de intimidação, constrangimento ou ameaça que possa comprometer a segurança e o bem-estar das equipes. A Terracom está aprofundando suas investigações internas e permanece à disposição das autoridades para colaborar com o que for necessário”.



Fonte: Jornal Da Orla

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