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Todas as mães do mundo


No mês em que vários países do mundo celebram o Dia das Mães, que conta com o comércio fervilhando na busca por presentes, entre flores, bombons e outros mimos, a data, porém, vai muito além do material, já que o intuito inicial que culminou no feriado era outro, sentimental. Antes mesmo de Anna Jarvis, a estadunidense criadora do Dia das Mães na década de 1920, o dia no contexto histórico propunha a promoção da paz e melhoria nas escolas, um dia de reflexão e união entre as mães e filhos.

Para mim a questão da busca por um presente ou enfrentar restaurantes cheios só para almoçar com a mãe não se reflete no que realmente importa para elas, pelo menos não para a minha, que sempre buscou por questões mais amorosas do que a trajetória material. E como as mães sempre estão certas, ainda recordando a data, lá bem distante em 1872 quando o Dia das Mães foi cogitado por ativistas contra um conflito norte-americano indígena sendo o dia no qual mulheres pacifistas cantariam pela paz, e assim o ato prosseguiu até 1913, interrompido devido a Primeira Guerra Mundial.

Também naquele país criador do feriado teve celebrações em escolas para fortalecer os laços entre alunos, pais e professores; além de cartas para casa no Dia das Mães, fazendo com que os soldados escrevessem para suas mães no intuito de que as correspondências levassem coragem e afeição. Portanto, há tempos que se celebra a data, atualmente com toda simbologia já até esquecida e mais focada no presente, mas meu coração persiste no amor de Maria, que simboliza todas as mães do mundo.

E se eu fosse escrever uma carta para a minha mãe, cujo endereço é Reino do Céu, CEP amor absoluto, eu pediria a ela que levasse meu recado a Deus, a carta seria assim: Ó mãe, não faz muito tempo que partiste deste mundo deixando meu coração dilacerado. Ao que se recuperava, novamente foi atingido por tanto mal, não pela tristeza deixada pela Covid, mas pelo poder que tenta ser absoluto aqui na terra, com frutos de seguidores que caminham pelo vale verde com olhos vendados.

Ó mãe, diga ao todo poderoso que o planeta está em alerta máximo na destruição do clima e que não colheremos bons frutos com o calor escaldante e frio congelante que estão por vir, como resultado de destruição sem limites. Ó mãe, que os lírios do campo sejam observados porque a miséria da mente humana destrói o que vê pela frente: crianças, idosos, grávidas, e por aí afora, sem distinção, sem dó e piedade; e quantos ainda morrem de fome por barreiras impostas.

Ó mãe, são guerras intermináveis que se iniciam aqui e ali, com fundo dos donos do mundo que só enxergam seus próprios umbigos, deixando à mingua mães no mundo inteiro. Termino, dizendo que aqui não mudou nenhuma vírgula desde que me deixaste; a ganância continua batendo forte no coração de poderosos. Peço que leves esta minha carta para que consigamos recuperar um pouco de tanto coração destruído. E, interminavelmente, sigo caminhando com a fé a meu lado, na ânsia por dias melhores, pois o amor há de vencer! Desejo paz e reflexão no Dia das Mães!



Fonte: Jornal Da Orla

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