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Reflutuação do navio Professor Besnard depende das condições da maré


O trabalho de reflutuação do navio Professor W. Besnard, que está adernado no Cais do Valongo desde 13 de março, depende de um período mais longo de maré. Em nota, a Autoridade Portuária de Santos (APS) informou que a empresa contratada para execução do serviço concluiu as etapas de limpeza e vedação do casco da embarcação. “O plano de resgate, a ser realizado por meio de bombas que drenam a água dos compartimentos internos, aguarda condições estáveis da maré para ser efetivado. Nesta sexta-feira (8), não foi possível efetuar a manobra em função da curta janela de tempo da maré baixa”.

A expectativa era a de que o navio estive flutuando ainda no mês de abril. Porém, de acordo com previsões do Núcleo de Pesquisas Hidrodinâmicas da Universidade Santa Cecília (NPH-Unisanta), a maré permaneceria “elevada na região de orla e no interior do Estuário (Santos, São Vicente e Cubatão) entre domingo (10) e terça-feira (12)”.

Boletim divulgado na sexta-feira informa: “O nível máximo previsto é de 1,8m na orla e 1,9m no interior do Estuário”, a partir de ontem (segunda-feira, 11), por volta das 11h, representando aumento de aproximadamente 70 cm de maré meteorológica em relação à tábua de marés. Para hoje (terça, 12), o NPH informa que o estado é de Atenção no Estuário, com a maré chegando a 1,9m.

Em nota, a APS garante que o caso vem sendo tratado como prioridade, “com foco na segurança da navegação e na preservação ambiental”. A Autoridade Portuária investiu cerca de R$ 8,5 milhões para colocar o navio na posição correta e levá-lo até o estaleiro para tentar recuperar um dos símbolos da pesquisa oceanográfica do Brasil.

Os trabalhos começaram no dia 3 de abril, com previsão de execução em três etapas: mergulhadores e técnicos trabalharam na limpeza e sucção da água que está no interior da embarcação, fazer o Besnard reflutuar e, depois, o reboque até o estaleiro. O plano, aprovado pela Marinha, por intermédio da Capitania dos Portos, foi definido após licitação emergencial, da qual participaram cinco empresas. A contratada é a Marfort Serviços Marítimos, que tem 180 dias (a contar do início do mês passado) para realizar todas as etapas.

NAVIO

O navio Prof. W. Besnard chegou ao Brasil em 1967 e se transformou em um ícone da oceanografia brasileira, sob responsabilidade do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP). Foram centenas de viagens científicas, seis delas para a Antártica. O nome homenageia o primeiro diretor do Instituto, que desde 1958 trabalhava para que a instituição tivesse o seu próprio navio.

Atracado desde 2008 no Porto de Santos, a embarcação foi cedida pela USP ao município de Ilhabela. Retornou ao cais santista após decisão do Ministério Público. O navio passou a ser responsabilidade de uma organização sem fins lucrativos denominada Instituto do Mar, cujos responsáveis não se manifestaram sobre a degradação da embarcação, nem mesmo após o acidente da noite de 13 de março.



Fonte: Jornal Da Orla

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