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Baixada Santista unida para proteger as mulheres


Contra dados não há argumentos. O Brasil vive um momento preocupante quando o assunto é violência contra a mulher. Basta ligar a TV ou abrir um site de notícias. Quase todo dia aparece mais um caso, mais uma vida interrompida. Isso não pode virar rotina.

Para muitas brasileiras, o medo ainda faz parte do dia a dia. E os números deixam claro que o problema está longe de acabar.

Em 2025, a cada 24 horas, 12 mulheres sofreram algum tipo de violência, somando 4.558 casos no ano, aumento de 9% em relação a 2024. No mesmo período, foram registrados 1.568 feminicídios, o maior número já visto, com crescimento de 4,7%.

Na Baixada Santista, a situação também preocupa. Só no primeiro semestre de 2025, foram 3.198 casos de violência contra a mulher, aumento de 27,3% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Outro dado que assusta é o crescimento dos feminicídios na região, que inclui a Baixada Santista e o Vale do Ribeira. Entre janeiro e outubro de 2025, os casos passaram de 4 para 10, aumento de 150%.

Mas por trás desses números existem sonhos interrompidos, famílias destruídas, mulheres que poderiam estar hoje ao lado de seus filhos, de seus pais, de seus amigos.

Na maioria das vezes, a violência começa dentro de casa e silenciosa. Quase sempre com uma ameaça, uma humilhação, uma agressão. Quando não é interrompida a tempo, pode acabar em tragédia. E os dados têm apontado, infelizmente, para esse caminho.

As cidades da região precisam caminhar juntas. No fim de fevereiro, os municípios da Baixada Santista foram convidados a formar um grupo de trabalho para o enfrentamento à violência contra a mulher.

A ideia é simples, mas necessária, a de unir forças, compartilhar experiências e fortalecer as políticas públicas de proteção às mulheres.

Não dá para esperar mais. Não dá para aceitar que novas vidas virem estatística. Não dá para ver mais famílias sendo destruídas.
Proteger as mulheres é proteger a vida. E essa é uma responsabilidade de todos nós.



Fonte: Jornal Da Orla

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