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“Assinamos o contrato mais importante da história”, diz prefeito


Felipe Bernardo (PSD), prefeito de Peruíbe, ainda comemora a assinatura do contrato, em 27 de abril, com a Fundação do ABC, organização social oficializada gestora do Hospital Municipal. Ele está confiante que o início do atendimento aconteça em junho e estima que, em outubro, estará com 100% dos serviços. O prefeito conversou com o Jornal da Orla acerca deste e outros desafios da gestão.

Qual a sua expectativa para abertura do Hospital Municipal?
A expectativa é que o hospital entre em funcionamento em breve. A previsão é para junho. Nós assinamos o contrato mais importante da história de Peruíbe, que é um município que tem 67 anos. Essa é a grande obra da história da cidade e há uma expectativa da população esperando o início do funcionamento do hospital. Quando assumimos a Prefeitura, começamos as tratativas com o Governo do Estado, que garantiu todo o investimento dos equipamentos. São R$ 16 milhões. Além disso, grande parte do custeio mensal será feito pelo Estado. A primeira fase do hospital é de 90 dias. Depois, deve concluir a terceira e última fase de funcionamento.

Esse foi o grande desafio da sua Administração?
Sem dúvida alguma, e a prioridade é colocar em funcionamento. É uma pedra fundamental que foi colocada há 37 anos pelo então prefeito Mário Omuro. Aí o prefeito Luiz Maurício, de quem eu fui chefe de gabinete, secretário de Saúde e de Educação, quando assumiu em 2017, a obra estava abandonada, retomou o convênio. Quando eu era secretário de Saúde (2018/2019), já estávamos preocupados com essa questão. Finalizamos a obra no ano passado e toda a tratativa regional para definir os serviços que vão ser prestados, com muito trabalho na DRS-IV.

Como ficou essa questão do custeio?
O convênio com o Estado prevê o repasse de R$ 3,75 milhões mensais. A gente estima que, quando o hospital estiver 100% em funcionamento, tenha uma despesa de R$ 4,20 milhões, aproximadamente – depende do número de procedimentos que forem realizados. Então, essa diferença de R$ 3,75 milhões para R$ 4,20 milhões será arcada pelo Tesouro Municipal [cerca de R$ 450 mil]. A Prefeitura que vai pagar essa diferença. Mas isso, como falei, quando tiver 100% funcionando. No início, o valor do Estado vai ser suficiente.

O senhor arrisca dizer que ainda este ano o hospital funcionará 100%?
Sim. Previsão para outubro. A partir do momento que for concluída a primeira fase, nós temos mais 60 dias para a segunda; depois mais 60 dias para a terceira. É o que está no contratado, pode ser que ocorra um imprevisto.

E o problema das enchentes?
Tivemos o desassoreamento do Rio Preto, no ano passado: a primeira fase foi um trecho importante, entre a Ponte do Caraguava e a rodovia. Agora, temos a expectativa de fazer a segunda fase, fazer mais para a foz do rio. Este ano, nós tivemos chuva maior do que no ano passado, mas graças ao desassoreamento o impacto foi menor. Tivemos, sim, pessoas atingidas, desabrigadas, desalojadas, mas em 2025 choveu menos e as regiões afetadas foram maiores, os problemas foram maiores. Agora, vamos continuar trabalhando para desassorear o outro trecho. Acredito que no final deste ano começa essa obra.



Fonte: Jornal Da Orla

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