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Caminhoneiros podem paralisar atividades por 24h nesta quarta


O Sindicado dos Transportadores de Cargas a Granel de Santos (Sindgran) convocou a categoria para uma paralisação de 24 horas, a partir das 8h desta quarta-feira (25). No entanto, o presidente da entidade, José Cavalcanti de Andrade, explicou que a convocação não tem qualquer relação com a ainda possível greve geral de caminhoneiros. O movimento liderado pelo Sindgran está relacionado a uma reivindicação pontual, que é o alto preço cobrado pelo uso dos Pátios Reguladores de acesso ao Porto de Santos.

“O Sindgran convocou a categoria para uma paralisação contra a cobrança abusiva. Os pátios se tornaram melhor investimento que as bolsas de valores. O saldo de frete dos caminhoneiros não está dando para pagar a estadia. Estamos há vários dias pedindo reuniões com os terminais, com a diretoria da Associação dos Terminais de Grãos de Santos e Guarujá, para conversar e, de uma vez por todas, acabar com essa cobrança irregular”, afirma Cavalcanti em vídeo divulgado nas redes sociais do Sindicato.

Ele ressalta que não se trata de movimento relacionado a possíveis propostas de greve geral. “Nosso movimento é unicamente uma paralisação de 24 horas. E vamos continuar a negociar. Se for preciso paramos 48, 72 horas”. O dirigente sindical afirma que a entidade tem feito várias tentativas de diálogo.

Os caminhoneiros que transportam produtos a granel (sólidos e líquidos) são obrigados a parar em um dos dois pátios reguladores (Ecopátio e Rodoparking), ambos em Cubatão. É uma forma de organizar o fluxo de veículos pesados no acesso aos terminais que operam com esses produtos: carga e descarga agendadas aguardam no estacionamento.

Porém, de acordo com José Cavalcanti, o caminhoneiro não deve arcar com o custo pela estadia. “Os motoristas são obrigados a aguardar nos pátios, mas a lei determina que quem deve pagar são os terminais”, afirma. O sindicalista aponta outro problema: os pátios não têm preço fixo. Cita o exemplo de um caminhoneiro que ficou 48 horas e pagou R$ 1.470,00. “Ficou 10 minutos, paga por seis horas. O valor por seis horas varia entre R$ 85,00 e R$ 100,00. Depois desse período, a hora a mais custa entre R$ 35,00 e R$ 50,00. É um absurdo. Não somos contra os pátios reguladores, porque os trabalhadores precisam de um espaço para aguardar de forma mais confortável, mas não podem arcar com tudo, sendo que a lei diz que não é obrigação dele”.

DIÁLOGO

José Cavalcanti destaca que há mais de 20 dias tenta conversar com os terminais e já pediu a intervenção da Autoridade Portuária de Santos (APS) e da Administração Municipal santista. Ontem à tarde, empresários e APS fizeram uma reunião, sem a presença do Sindgran. Até o fechamento da edição, nada havia sido decidido e o dirigente sindical afirmou que a paralisação estava mantida. Ou seja, os caminhões que estão agendados viriam para os pátios, mas não sairiam para os terminais.



Fonte: Jornal Da Orla

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