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Trump conversa com Xi e planeja viagem para a China


O presidente dos EUA, Donald Trump, e o ditador da China, Xi Jinping, conversaram por telefone nesta quarta-feira (4), segundo informou a chancelaria chinesa, enquanto se planeja a possível visita do americano ao gigante asiático em abril, depois que ambos alcançaram uma trégua comercial em novembro do ano passado.

Xi e Trump falaram na noite desta quarta-feira (horário local da China), conforme relatou a chancelaria em uma breve mensagem, sem especificar os assuntos tratados pelos líderes das maiores potências mundiais. No entanto, o próprio Trump detalhou que foi discutido na conversa a situação do Irã, Taiwan, Ucrânia, além de temas relacionados ao comércio entre as duas nações.

A ligação ocorreu no mesmo dia em que Xi teve uma videoconferência com o ditador russo, Vladimir Putin, da qual Pequim informou horas antes e durante a qual abordaram a cooperação estratégica entre seus países pouco antes de expirar, nesta quinta (5), o START III, o último tratado de desarmamento nuclear ainda vigente entre Rússia e EUA.

Tanto a Rússia quanto a China pediram ao presidente dos EUA para prolongar por um ano o cumprimento dos limites contemplados pelo START III, em linha com a proposta de Putin. Segundo o Kremlin, ambos os líderes abordaram, entre outros temas, a cooperação com Venezuela e Cuba e a situação em torno do Irã.

Por sua vez, Trump e Xi haviam conversado, até então, pela última vez em 25 de novembro, semanas depois de se encontrarem na Coreia do Sul, quando concordaram com uma trégua de um ano em seu embate comercial.

Na ocasião, as tarifas foram reduzidas e suspensas, a China suspendeu restrições a terras raras e ambos defenderam a cooperação no combate ao tráfico de fentanil, entre outras medidas.

Naquela época, Trump disse que viajaria à China em abril, embora as datas definitivas da viagem ainda não tenham sido anunciadas.

Desde o encontro, as tensões entre as potências continuaram devido a questões como as ações de Trump em relação à Venezuela, Cuba, Irã ou Groenlândia – países nos quais Pequim tem interesses importantes -, bem como pelo Canal do Panamá ou Taiwan.

Além disso, a conversa ocorreu em um contexto marcado pelas negociações em torno das cadeias de suprimentos e do comércio, depois que Washington convocou nesta semana parceiros internacionais para uma reunião ministerial sobre minerais críticos, com o objetivo de reduzir sua dependência da China.



Fonte: Revista Oeste

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