Os trabalhadores da limpeza urbana de seis cidades da Baixada Santista retomaram os serviços nesta terça-feira (17). Em alguns municípios os trabalhos acontecem com 70% do efetivo, enquanto outras contam com a totalidade do quadro de profissionais.
A mudança foi decidida após assembleia realizada no início da manhã desta terça. Em audiência realizada nesta segunda-feira (16) no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). No encontro ficou decidido o retorno de pelo menos 70% do efetivo, sob pena de multa diária de R$ 50 mil. Os trabalhadores retomaram as atividades nessas condições e uma nova audiência foi marcada para sexta-feira (20).
O resultado da audiência foi levado para a assembleia e os trabalhadores de Santos optaram pelos 70% do efetivo, assim como São Vicente e Bertioga. Em Cubatão, Guarujá e Praia Grande todos os trabalhadores retomaram os serviços. Em todas as cidades, entretanto, a limpeza das feiras livres e a coleta de lixo séptico ocorrem com todo o efetivo.
A GREVE
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviços de Asseio e Conservação e Limpeza Urbana da Baixada Santista (Siemaco), os pagamentos da Participação dos Lucros e Resultados (PLR) e do Programa de Participação nos Resultados (PPR) aos profissionais tiveram diferenças exorbitantes e não houve qualquer explicação por parte da Terracom Construções a respeito dos critérios que estabeleceram os valores pagos. “A empresa não mandou até agora os cálculos de quanto o trabalhador tem que receber. Teve trabalhador que recebeu 50 reais, teve trabalhador que recebeu 30, teve trabalhador que recebeu 100 e a gente não sabe a porcentagem”, disse o presidente do sindicato, André Domingues de Lima.
Na audiência desta segunda a Terracom Construções, empresa que administra a limpeza urbana nas seis cidades, informou que o valor médio da PLR variou de garagem para garagem, sendo, em média, de 35% na garagem de Santos. Já em outras o percentual foi de 20% do salário nominal.
As metas adotadas para o cálculo são: direção segura, consumo de combustível, tonelagem transportada e consumo de pneus por irregularidade de direção. Após o cálculo, é aplicado o percentual do absenteísmo.
Fonte: Jornal Da Orla


