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Toffoli viajou em aviões ligados a Daniel Vorcaro


Novos registros apontam que o ministro Dias Toffoli realizou ao menos dez voos em jatinhos particulares em 2025, sendo cinco deles vinculados a empresas ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro. O magistrado era relator de processos do Banco Master antes de se declarar suspeito por diálogos expostos.

Quais são as principais ligações entre os voos e Daniel Vorcaro?

Os registros mostram que Toffoli utilizou aeronaves de empresas como a Prime Aviation, da qual Vorcaro foi sócio, e da Petras Participações, proprietária do resort Tayayá. Além disso, houve voos em aviões de amigos pessoais, como Luiz Pastore, sob circunstâncias que coincidem com deslocamentos de seguranças pagos pelo tribunal para regiões onde o banqueiro e o ministro possuem interesses comuns.

O que motivou a saída de Toffoli da relatoria do caso do Banco Master?

Toffoli deixou a relatoria após investigações da Polícia Federal revelarem diálogos entre ele e o empresário Daniel Vorcaro. Após a repercussão dessas conversas, o ministro decidiu se declarar suspeito, o que, no meio jurídico, significa que ele reconheceu não ter a imparcialidade necessária para julgar o caso de forma isenta. O processo foi então redistribuído ao ministro André Mendonça.

Como o ministro Alexandre de Moraes aparece nesta investigação?

A apuração indica que Moraes também teria utilizado o mesmo modelo de aeronave em três ocasiões. Entretanto, o ministro Alexandre de Moraes negou veementemente qualquer irregularidade, classificando as informações como ‘fantasiosas’ e baseadas em ilações falsas. O caso dele envolve a contratação de voos que teriam passado por escritórios ligados a familiares.

Qual é a relação de Toffoli com o resort Tayayá mencionada nos registros?

Embora inicialmente mantivesse silêncio, o magistrado confirmou ser sócio de seus irmãos no resort de luxo Tayayá, no Paraná. Funcionários do local chegavam a tratá-lo como proprietário. A investigação aponta que o empreendimento recebeu investimentos de fundos controlados por pessoas próximas a Vorcaro, como Fabiano Zettel, apontado pela PF como operador financeiro de fraudes.

O que dizem as defesas sobre essas viagens em jatinhos?

O gabinete de Dias Toffoli e a defesa de Daniel Vorcaro foram procurados, mas ainda não enviaram pronunciamentos oficiais sobre os novos dados. Já a empresa Prime Aviation alegou que, devido à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e cláusulas de confidencialidade em seus contratos, não pode divulgar nomes ou detalhes sobre quem utiliza as aeronaves de seu portfólio de compartilhamento de luxo.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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Fonte: Revista Oeste

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