O mercado internacional da soja encerrou a sessão desta quinta-feira em alta na Bolsa de Chicago, em meio a ajustes técnicos e ao suporte de fatores ligados à demanda por derivados. Segundo análise da TF Agroeconômica, o movimento foi influenciado por dados apresentados no Fórum do USDA e pelo fortalecimento do óleo de soja, impulsionado por expectativas ligadas ao setor de biocombustíveis e à valorização do petróleo.
O contrato de soja para março subiu 0,66%, ou 7,50 centavos de dólar por bushel, fechando a US$ 11,41. O vencimento maio avançou 0,61%, ou 7,00 centavos, a US$ 11,56. No mercado de derivados, o farelo para março teve alta de 0,30%, encerrando a US$ 304,8 por tonelada curta. Já o óleo de soja para março registrou valorização de 1,86%, a 59,7 centavos de dólar por libra-peso.
O óleo voltou a liderar os ganhos, sustentado pela perspectiva de maior demanda da indústria de biocombustíveis e pela alta do petróleo. O contrato de março do óleo atingiu US$ 1.315,69 por tonelada, acumulando avanço de 22,90% no ano, após ter fechado o contrato de 2025 a US$ 1.070,55.
Nos Estados Unidos, a expectativa em torno das Obrigações de Volume Renovável também contribuiu para o viés positivo. A proposta em discussão projeta volumes entre 5,2 e 5,6 bilhões de galões para o biodiesel, patamar próximo ao pleito da indústria e superior à projeção anterior para 2025. A Associação Americana de Soja destacou que medidas como o crédito tributário 45Z e a atualização da RVO são vistas como essenciais para estimular o consumo doméstico.
Por outro lado, a safra recorde no Brasil limitou avanços mais expressivos. As recentes chuvas na Argentina e a previsão de aumento de área e produção nos Estados Unidos reforçam a perspectiva de oferta ampliada, equilibrando o movimento altista observado na sessão.
Fonte: AGROLINK


