Os servidores municipais de Praia Grande declararam greve a partir desta sexta-feira (17). A decisão, de acordo com Adriano Pixoxó, presidente do sindicato da categoria, foi ratificada em assembleia na manhã desta terça (14), antes da sessão da Câmara Municipal, já prevendo que a maioria governista aprovaria o Projeto de Lei Complementar do Executivo que concedia reajuste salarial de 4,5%, mais aumento e 5% no valor do cartão-alimentação. Em duas sessões aceleradas (uma ordinária e outra extraordinária) conduzidas pelo presidente do Legislativo, Marco Antonio de Sousa (MDB), os vereadores aprovaram a proposta em menos de hora, por 18 votos a 2.
Inicialmente, a paralisação ocorreria nesta quarta-feira (15). No entanto, para seguir os trâmites legais, é necessário um intervalo de 72 horas entre o anúncio e a execução da greve.
Entoando gritos de “Vergonha!”, representantes dos servidores municipais ocuparam as galerias da Câmara para protestar contra o prefeito Alberto Mourão (MDB) e os parlamentares governistas que contribuíram para a celeridade da votação, sem dar tempo para discussão.
“Desde novembro do ano passado, protocolamos a pauta de reivindicações, oficiamos insistentemente três vezes a Administração Municipal, pedindo uma mesa de conversa. Não aceitamos a proposta e enviamos a contraproposta, que era de 6,5% e um aumento do cartão-alimentação de R$ 780,00 para R$ 981,00”, afirma Adriano Pixoxó.
De acordo com o dirigente, na sexta-feira (10), a Prefeitura enviou a resposta, por volta das 16 horas, informando que não dava para atender nenhum dos pedidos da pauta. “Nos 45 do segundo tempo, o prefeito nomeou uma comissão para conversar com o sindicato e já enviou o projeto para a Câmara. Já havíamos decidido um dia de paralisação, mas agora decidimos pela greve”, explica o sindicalista.
LEGISLATIVO
As sessões ordinárias na Câmara de Praia Grande, que tem maioria aliada ao governo Mourão, acontecem sempre às terças-feiras, às 10h. Costumam ser extensas, principalmente pela leitura de requerimentos. Nesta terça, no entanto, por volta das 10h45, não só o PLC do Executivo, mas também o projeto da mesa diretora da Casa, que concedia os mesmos índices para os funcionários do Legislativo, já tinham sido aprovado em primeira votação.
Imediatamente, o presidente Marquinho Sousa encerrou a sessão e deu início à extraordinária, que havia sido convocada. Às 10h57, o parlamentar anunciava os resultados da segunda votação, repetindo os da primeira sessão para ambos os projetos: 18 a 2.
Fonte: Jornal Da Orla


