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Seminário regional coloca trabalhadores no centro do debate sobre o futuro do tabaco


 A cadeia produtiva do tabaco, uma das mais relevantes para a economia do Sul do Brasil, estará no centro de um amplo debate institucional no próximo dia 23 de abril, com a realização do primeiro encontro do Ciclo de Seminários Regionais promovido pela Federação Interestadual dos Trabalhadores nas Indústrias do Tabaco (Fentitabaco) em parceria com a Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (Amprotabaco). A iniciativa propõe um espaço estruturado de diálogo para tratar dos impactos sociais, econômicos e de saúde que envolvem trabalhadores, produtores e municípios diretamente ligados ao setor.

O encontro em Santa Cruz do Sul marca o início de uma agenda regional que também passará por Santa Catarina e Paraná, consolidando uma mobilização inédita em torno de temas estratégicos como saúde do trabalhador, geração de renda, desenvolvimento regional e perspectivas futuras da atividade. A proposta é reunir trabalhadores da indústria, lideranças sindicais, gestores públicos e especialistas em um ambiente técnico e institucional, capaz de produzir reflexão qualificada e encaminhamentos concretos, representantes dos 525 municípios envolvidos na cadeia produtiva do tabaco na região Sul.

Com participação de especialistas reconhecidas nacionalmente, como a psicóloga Mônica Gorgulho e a toxicologista Silvia Cazenave, o seminário terá abordagem técnica sobre saúde do trabalhador e seus desdobramentos no contexto produtivo. As discussões também irão considerar o papel das políticas públicas, os desafios da proteção social e os caminhos possíveis para a sustentabilidade econômica dos municípios que têm na cadeia do tabaco uma de suas principais bases. Para o presidente da Fentitabaco, Rangel Marcon, a proposta é qualificar o debate a partir de evidências e da realidade vivida no setor. “Estamos promovendo um espaço de escuta e construção, onde a saúde do trabalhador e o contexto produtivo são tratados com seriedade e responsabilidade, conectando conhecimento técnico com a realidade de quem sustenta essa cadeia todos os dias”, afirma.

As contribuições dos encontros serão sistematizadas em um documento-base regional, que servirá como subsídio para uma audiência pública no Congresso Nacional, ainda no primeiro semestre de 2026. Marcon ressalta que a proposta é ampliar o protagonismo dos trabalhadores no debate institucional. “Estamos estruturando um espaço sério, técnico e representativo, onde a realidade de quem está na base produtiva será considerada com responsabilidade. Esse processo é fundamental para qualificar o diálogo nacional sobre o setor.”

A articulação com os municípios reforça o alcance da iniciativa e a necessidade de integração entre diferentes níveis institucionais. Para o presidente da Amprotabaco, Gilson Becker, o envolvimento das administrações municipais é estratégico para compreender os impactos diretos da atividade. “Os municípios vivem diariamente os efeitos econômicos e sociais da cadeia do tabaco. Participar desse processo é contribuir para construir caminhos que garantam equilíbrio, desenvolvimento e segurança para as comunidades”, destaca.

Programação

Santa Cruz do Sul (23 de abril de 2026)

8h30min – Credenciamento e café de boas-vindas;

8h45min – Abertura institucional;

9 horas – Apresentação técnica sobre saúde do trabalhador;

10h30min – Intervalo;

10h40min – Painel de debate sobre emprego e desenvolvimento regional;

11h40min – Construção do documento-base regional;

12h15min – Encerramento.

Horário: 8h30min às 12h30min

Local: Câmara de Vereadores de Santa Cruz do Sul

Especialistas convidadas

Mônica Gorgulho é psicóloga formada pela Universidade de São Paulo (USP), com atuação consolidada na área de políticas públicas relacionadas ao uso de substâncias e redução de danos. Possui trajetória vinculada ao Programa de Orientação e Assistência a Dependentes da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), com participação em projetos do Ministério da Saúde e atuação em organismos nacionais e internacionais voltados à saúde pública.

Silvia Cazenave é doutora em Toxicologia e ex-superintendente de Toxicologia da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Atuou como perita criminal toxicologista por mais de três décadas e como professora titular da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Campinas, sendo referência nacional na área de toxicologia aplicada e políticas relacionadas a substâncias.





Fonte: AGROLINK

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