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Saúde da mulher é uma prioridade da sociedade!


Saúde da mulher importa? Muito, e deveria ser uma prioridade da Sociedade, de acordo com um recente editorial do periódico The Lancet. Em média, nove anos da vida de uma mulher ocorrem com a saúde em sofrimento, 25% a mais do que nos homens e, ao contrário deles, incluem-se todas as fases da vida desde a primeira menstruação e não apenas na velhice.

Além das diferenças clínicas entre homens e mulheres, também existem doenças que ocorrem mais nelas, sobretudo ligadas aos sistema reprodutivo e sistema hormonal, como patologias uterinas (fibromas, adenomiose, endometriose), incontinência urinária e problemas associados à menopausa. São ocorrências de alta prevalência e os sintomas impactam severamente o cotidiano feminino com repercussão na vida pessoal, escolar e profissional.

Investir na saúde feminina para melhor controle dessas condições pode levar a até um trilhão de dólares de economia a cada ano pelo incremento de produtividade e redução dos custos com cuidados da saúde. Para se ter ideia, estudos com mulheres mostram de 14 a 15% de faltas no período menstrual e até 65% com menor performance no trabalho nesse período.

Deve-se melhorar também a qualidade da diagnose; ainda leva-se de 5 a 12 anos para um correto diagnóstico de endometriose com consultas em média a 8 diferentes profissionais de saúde.

O atraso diagnóstico certamente impacta no desfecho da terapia. Há iniquidade de acesso e reduzida oferta ainda de profissionais treinados em ultrassonografia ginecológica transvaginal, necessária em muitos casos. A terapia também merece atenção pois além de frequentemente invasiva é também ofertada de forma desigual. E o subfinanciamento da saúde feminina é realidade em todos os cenários econômicos, sejam em países ricos ou pobres. Dessa forma devemos ter claro, sobretudo no mês das mulheres, que investir em saúde da mulher mais que uma necessidade deve ser uma prioridade social.



Fonte: Jornal Da Orla

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