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risco de produção menor nos EUA impulsiona Chicago



Estimativa indica redução de 2 milhões de hectares na área de milho dos EUA



Foto: Nadia Borges

O milho ganhou força na semana em Chicago após o mercado reagir a sinalizações de redução de área nos Estados Unidos, num contexto em que qualquer ajuste de oferta tende a ser precificado com antecedência.O contrato na CBOT fechou em US$ 4,33/bushel (26/02), acima de US$ 4,25/bushel da semana anterior, segundo a CEEMA. O avanço reflete a leitura de que o balanço pode apertar se a área realmente cair e a demanda se mantiver.

Segundo dados divulgados pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário – CEEMA, o gatilho principal veio do Fórum Outlook do USDA, citado pelo boletim: a estimativa indica redução de 2 milhões de hectares na área de milho dos EUA para 2026/27. Em um cenário de clima normal, isso significaria menos 30 milhões de toneladas de produção, aponta o relatório.

Na prática, a sinalização mexe com expectativas antes mesmo do plantio: traders passam a reavaliar o “tamanho” da próxima safra e o nível de conforto dos estoques, o que tende a aumentar a sensibilidade do preço a qualquer notícia de clima, logística ou exportação.

A CEEMA, ainda salienta que, por outro lado, o próprio mercado costuma testar limites: uma alta baseada em expectativa de menor área pode perder fôlego se a produtividade compensar ou se a demanda internacional desacelerar. É aí que entram os próximos relatórios e, sobretudo, a confirmação efetiva do plantio nas intenções de área e nas janelas de semeadura.

Com isso, o milho internacional termina a semana com viés de atenção: o preço sobe com o sinal altista da oferta potencialmente menor, mas o rumo deve depender do quanto essa projeção se concretiza e de como a demanda reage ao patamar de Chicago.





Fonte: AGROLINK

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