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retenção perde força em 2026 com margens apertadas



A estratégia de reter soja ao longo de 2026 tende a ser pouco vantajosa



Foto: Divulgação

A estratégia de reter soja ao longo de 2026 tende a ser pouco vantajosa para o produtor brasileiro diante de um cenário de margens pressionadas e comercialização lenta. Segundo boletim informativo do Informativo Mensal Céleres® (março/2026), a combinação entre fundamentos de oferta e o custo financeiro/logístico do estoque reduz a atratividade de segurar o grão esperando melhora de preços.

O material aponta que a comercialização de soja no Brasil estava em 40% da produção esperada para a safra 2025/26 até a última semana acompanhada, patamar mais de 10 pontos percentuais abaixo da média histórica. Na leitura da consultoria, esse ritmo evidencia que há volume relevante ainda sem preço definido e que a “definição de margens” do ciclo segue em aberto — um ponto de atenção em anos de aperto financeiro na atividade.

Outro dado destacado é que esse nível de vendas cobre menos de 60% do custo direto operacional do produtor na safra 2025/26. Na prática, isso significa que a decisão entre vender, travar preços ou carregar estoque ganha peso na gestão do caixa e do risco, especialmente para quem depende de janelas de recebimento e compromissos de curto prazo no pós-colheita.

Ao simular cenários de precificação e comparar a curva do custo da soja armazenada com a paridade de exportação, a Céleres indica que provavelmente não valerá a pena reter soja ao longo de 2026, porque a paridade ficaria abaixo dos custos de armazenagem na maior parte dos meses. O estudo usa como referência Rondonópolis (MT) e trabalha com premissas que incluem custos técnicos pagos ao armazenador, além de custo de oportunidade.

O boletim detalha que, até novembro de 2026, o preço da soja teria que subir cerca de R$ 20 por saca ao longo do ano para compensar a retenção, um cenário apontado como improvável diante dos fundamentos descritos no relatório. Com isso, o risco de “pagar para esperar” aumenta quando o custo de carregar estoque come parte do potencial ganho de preço.

Na avaliação da Céleres, a leitura de safra cheia no Brasil e estoques globais em alta mantém os preços pressionados no curto prazo. Além disso, com o real valorizado, haveria “pouco espaço” para sustentação das cotações no mercado doméstico. Ainda assim, o boletim ressalta que oportunidades de alta podem surgir com instabilidade cambial (comum em anos eleitorais) e com algum problema de safra nos EUA, influenciado por um El Niño forte no meio do ano.

 





Fonte: AGROLINK

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