Luiz Phillipi Moraes Mourão, o “Sicário”, morreu nesta quarta-feira (4) após atentar contra a própria vida na sede da Polícia Federal em Minas Gerais. Braço direito do banqueiro Daniel Vorcaro, ele coordenava um grupo suspeito de vigilância ilegal, coação e espionagem de alvos de alto escalão.
Qual era a função de Mourão na organização de Daniel Vorcaro?
Conhecido como ‘Sicário’, Mourão era o coordenador de um grupo apelidado de ‘A Turma’. Sua missão principal era comandar ações de vigilância ilegal, monitoramento de pessoas e obtenção de informações sigilosas. De acordo com as investigações, a milícia privada tinha um orçamento mensal de R$ 1 milhão para financiar atividades criminosas e remunerar seus integrantes.
Como funcionavam as operações de espionagem do grupo?
Operando através de um grupo de WhatsApp, Mourão trabalhava em parceria com um policial federal aposentado. Juntos, eles mobilizavam equipes para extrair dados de alvos específicos. O grupo é suspeito de hackear bases de dados da própria Polícia Federal, do Ministério Público Federal e de órgãos internacionais, como o FBI e a Interpol, utilizando credenciais de terceiros.
Quem eram os principais alvos de intimidação da organização?
A milícia mirava desafetos do grupo de Vorcaro. Entre os alvos citados estão uma ex-empregada e o jornalista Lauro Jardim. Mensagens interceptadas mostram planos violentos contra o jornalista, como simular um assalto para agredi-lo. Apesar das ameaças explícitas e do monitoramento detalhado da rotina das vítimas, as agressões físicas não chegaram a ser consumadas.
O que a investigação revelou sobre o passado de Mourão?
Antes de se tornar o braço direito de Vorcaro, Mourão tinha histórico no Ministério Público de Minas Gerais. Ele foi investigado por atuar como agiota e por envolvimento em um esquema de pirâmide financeira que movimentou R$ 28 milhões entre 2018 e 2021. Na época, ele foi denunciado por lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra a economia popular.
Como Daniel Vorcaro se posicionou diante das acusações?
A defesa de Daniel Vorcaro afirma que o banqueiro respeita o trabalho da imprensa e que as mensagens agressivas interceptadas foram tiradas de contexto. Segundo sua assessoria, as frases seriam apenas ‘desabafos em privado’ e ele jamais teria dado ordens para a execução de qualquer tipo de agressão física contra jornalistas ou outros cidadãos.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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Fonte: Revista Oeste


