Esse cenário começou a se transformar com a criação do programa IAC
Agrolink
– Leonardo Gottems
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Esse cenário começou a se transformar com a criação do programa IAC – Foto: Divulgação
A evolução da segurança no trabalho rural no Brasil passou por mudanças significativas nas últimas duas décadas, especialmente no uso de vestimentas protetivas para Aplicação de agroquímicos. No início dos anos 2000, não havia normas técnicas consolidadas nem certificações específicas, o que deixava trabalhadores expostos a riscos sem garantia efetiva de proteção.
Esse cenário começou a se transformar com a criação do programa IAC de Qualidade de EPI na Agricultura, o IAC-Quepia, que completa vinte anos. A iniciativa integrou pesquisas científicas às normas internacionais da ISO, incorporando padrões técnicos às vestimentas utilizadas no campo. Coordenado por Hamilton Ramos, do Centro de Engenharia e Automação do Instituto Agronômico, o programa também passou a orientar a indústria na busca por certificações, concedendo um selo de qualidade a produtos aprovados em testes laboratoriais.
A parceria entre o setor privado e o IAC resultou em avanços expressivos. Ao longo do tempo, houve redução entre 80% e 90% na reprovação de vestimentas agrícolas produzidas no país. Atualmente, os processos de avaliação seguem referências internacionais, como a ISO 27065, com participação brasileira no desenvolvimento de normas por meio da ABNT.
O programa teve origem em estudos sobre exposição ocupacional de trabalhadores rurais e em avaliações realizadas no início dos anos 2000, quando se constatou a ausência de parâmetros adequados para medir a eficácia das vestimentas. A partir dessa constatação, foi formada uma comissão técnica que deu base ao desenvolvimento do Quepia.
Hoje, o laboratório mantido em Jundiaí é considerado referência na América Latina, com capacidade para realizar todos os testes reconhecidos internacionalmente. O Brasil passou a concentrar amplo volume de informações sobre a qualidade desses equipamentos e integra um consórcio global ao lado de instituições da França e dos Estados Unidos.
Além do impacto interno, o programa também atua na transferência de conhecimento para países de clima quente e menor renda, contribuindo com soluções técnicas e redução de custos na produção de vestimentas protetivas. A trajetória do programa consolidou avanços tecnológicos e elevou o padrão de segurança no trabalho rural brasileiro.
Fonte: AGROLINK


