A arte que nasce nas ruas ganha novos significados na escola ao se transformar em ferramenta de inclusão social. Essa é a proposta do Projeto Bruto Fruto – Cultura da Quebrada, iniciativa que utiliza a dança e o grafite para criar oportunidades a crianças e adolescentes em Santos.
Realizado na UME Colégio Santista, o projeto acontece às terças e quintas-feiras, das 17h às 20h, reunindo jovens em uma experiência que vai além da prática artística.
Ao todo, serão quatro turmas com 15 alunos cada, distribuídas entre os dois dias de atividade. A proposta pedagógica aposta na integração entre linguagens: quem se inscreve nas aulas de dança também experimenta o grafite e vice-versa.
As inscrições estão abertas a partir do dia 2 de abril e poderão ser realizadas presencialmente, das 17h às 20h, no próprio Projeto Bruto Fruto, ou de forma remota via WhatsApp (13 – 98212-1876).
“Mais do que ensinar técnicas, o projeto se propõe a fortalecer vínculos, incentivar o trabalho coletivo e valorizar identidades. A dança e o grafite, historicamente ligados às periferias, aparecem como instrumentos de resistência cultural, capazes de promover pertencimento e ampliar a autoestima dos participantes. Nesse contexto, a inclusão se dá não apenas pelo acesso gratuito, mas pela valorização das trajetórias e vivências de cada jovem”, afirma Tatiana Bitencourt Pinho, idealizadora e coordenadora do projeto.
“Quando a cultura chega de forma acessível, ela cria oportunidades reais de pertencimento e expressão. Para a Nita, apoiar um projeto como esse é investir diretamente no potencial dos jovens e no fortalecimento das comunidades onde estamos presentes”, afirma Claudio Irie, CEO da Nita.
Viabilizado por meio da Lei Rouanet, o projeto conta com patrocínio da Nita e reforça a importância de políticas e parcerias que ampliem o alcance de ações culturais em comunidades.
Fonte: Jornal Da Orla


