Os pomares de citros no Rio Grande do Sul apresentam desenvolvimento dos frutos e perspectiva de produção, segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (5). O levantamento aponta que as condições climáticas recentes e os manejos adotados pelos produtores têm influenciado o desempenho das lavouras.
Na região administrativa de Caxias do Sul, os pomares permanecem em desenvolvimento e a maior parte apresenta expectativa de produção. De acordo com o informativo, “as altas temperaturas e as chuvas em baixos volumes no período ajudaram a diminuir o estresse hídrico das plantas”. No período, citricultores realizaram tratamentos fitossanitários de proteção, adubações em cobertura, roçadas e raleio da bergamota Montenegrina.
Na região administrativa de Lajeado, as plantas apresentam sanidade e estão em fase de frutificação. Conforme o relatório, “as chuvas dos últimos dias do período, apesar do baixo volume e da irregularidade na região, colaboraram para manter níveis adequados de umidade do solo”. As variedades precoces Satsuma e Okitsu registraram queimaduras em frutos mais expostos à radiação solar após as altas temperaturas observadas anteriormente. Por causa disso, parte da produção será destinada à indústria, o que deve reduzir o valor de comercialização. O informativo ressalta que “até o momento, as perdas não são muito significativas em relação à produção total prevista”.
Em São Sebastião do Caí, produtores passaram a aplicar protetores solares agrícolas para reduzir os efeitos do estresse térmico nos pomares. Também foi observada intensificação dos tratamentos fitossanitários preventivos, com medidas de controle voltadas à mosca-branca e monitoramento para manejo de doenças fúngicas, especialmente a pinta-preta.
Em municípios do Vale do Caí, a colheita e o raleio da bergamotinha verde estão em andamento. O produto do raleio tem sido comercializado entre R$ 12,00 e R$ 14,00 por caixa de 25 quilos. Segundo o relatório, o valor é considerado baixo para compensar os custos com mão de obra para a colheita, o que levou alguns citricultores a realizarem o raleio e descartar os frutos no solo, sem aguardar maior calibre para venda à indústria.
Os pomares de laranja registram bom pegamento de frutos, indicando expectativa de safra para o ano. Agricultores que realizaram tratamentos para o pegamento das flores relataram maior quantidade de frutos e, em alguns casos, optaram pelo raleio para melhorar a qualidade e reduzir o estresse das plantas.
A lima ácida, conhecida como limão Tahiti, produzida em São Sebastião do Caí — município que concentra cerca de 185 hectares cultivados — está sendo comercializada a R$ 60,00 por caixa de 25 quilos, valor superior ao praticado em dezembro de 2025. Já em Pareci Novo, ocorre a abertura da colheita de bergamota precoce no dia 6 de março, às 9 horas, na localidade de Despique Alto.
Fonte: AGROLINK


