
Santos sofre pressão para reforçar elenco de 2026 (Foto: Divulgação / Santos FC)
Por Laura Marcello e Lucas Barros
O Santos vive um momento de forte pressão dentro e fora de campo e, diante do cenário, a diretoria passou a acelerar a busca por reforços no mercado. Em 2026, o Peixe já disputou oito partidas somando Campeonato Paulista e Campeonato Brasileiro, com apenas uma vitória, logo na estreia da temporada, e uma sequência atual de sete jogos sem vencer, o que ampliou a insatisfação da torcida.
A cobrança se intensificou após o empate da última quarta-feira, quando protestos aconteceram antes, durante e depois da partida. Além das manifestações no estádio, a Torcida Jovem do Santos também publicou uma nota oficial nas redes sociais direcionada ao presidente Marcelo Teixeira, aumentando ainda mais a pressão sobre a gestão em um momento considerado delicado.
O Diário do Peixe apurou que a diretoria reconhece internamente que o elenco apresenta carências e que será necessário ir ao mercado. Após os protestos, o entendimento passou a ser de que é preciso buscar reforços, mesmo com as dificuldades financeiras e jurídicas enfrentadas pelo clube. A avaliação é de que as movimentações precisam respeitar o que está ao alcance do Santos neste momento.
Nos bastidores, outro fator contribui para a urgência. O clube precisa resolver pendências financeiras ligadas ao Arouca – por não pagamento na negociação de João Basso – até o dia 26 de fevereiro, e, segundo relatos internos, os portugueses têm adotado uma postura rígida nas negociações, o que gera preocupação e acelera decisões para conseguir reforços antes de um possível transferban.
Dentro do planejamento esportivo, o Santos procura no mercado um zagueiro, dois volantes e um atacante de lado. O nome mais próximo de um desfecho é o do ponta Moisés, do Fortaleza, com negociações em andamento. Outro alvo com tratativas avançadas é o volante José Aldo Filho, do Mirassol. Além disso, o clube segue monitorando opções para a defesa e avalia a possibilidade de investir em um primeiro volante, caso surja uma oportunidade viável.
O momento também é de pressão sobre o executivo de futebol Alexandre Mattos, responsável pelas contratações. Mattos esta semana internado, tratando problemas de saúde, o que o afastou fisicamente das negociações. Ainda assim, mesmo do hospital, ele tem participado das conversas quando possível, utilizando o celular. Enquanto isso, outros integrantes da diretoria assumiram a linha de frente nas tratativas com jogadores e clubes, dando sequência ao trabalho em meio ao cenário de cobrança e instabilidade.
Fonte: Diário do Peixe


