
Marcelo Teixeira sugeriu diminuição de números de rebaixados à CBF (Foto: Divulgação / CBF)
O presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, fez duras críticas ao Santos e ao presidente Marcelo Teixeira em entrevista à Rádio Bandeirantes, concedida na última quinta-feira (6). O dirigente se posicionou de forma contrária à proposta defendida pelo mandatário santista de reduzir o número de clubes rebaixados no Campeonato Brasileiro da Série A.
Dresch afirmou ser totalmente contra a mudança e classificou a ideia como uma tentativa de proteção aos clubes grandes que enfrentam dificuldades esportivas e financeiras.
“Não, eu sou totalmente contra, isso é uma bengala que o presidente do Santos defende há muito tempo, ele precisa melhorar a equipe dele, ele precisa pagar as contas dele, para parar de ficar sofrendo com o rebaixamento todos os anos. Eu sou totalmente contra isso, eu acho que se a gente fizer o rebaixamento de 3 só e o acesso de 3, clubes como o Cuiabá, clubes como o Ceará, o Atlético Goianiense, clubes que são A e B, que não são nem Série A e que ficam transitando entre essas divisões, são muito prejudicados. A gente precisa que os clubes grandes realmente se organizem, que eles arrumem a casa deles e parem de ficar arrumando desculpas para incompetentes”, afirmou.
Além das críticas à proposta esportiva, o presidente do Cuiabá voltou a cobrar publicamente uma dívida do Santos relacionada à negociação do zagueiro Joaquim. Segundo Dresch, o caso está na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) há quase um ano, sem definição.
“O Santos nos deve, é uma ação que está na CNRD e a CNRD precisa decidir logo, já faz quase um ano que essa ação está na CNRD. A gente vê aí, o Santos continuou contratando, Neymar, Gabigol. Então assim, até você me perguntou antes, aí vem falar, sugerir de rebaixar só três. A gente tem que parar de ficar passando pano”, disse o presidente.
O dirigente detalhou o caso envolvendo o defensor Joaquim, revelando que o Cuiabá não recebeu valores referentes a uma venda posterior do atleta.
“É o Joaquim, zagueiro que o Santos comprou, vendeu para o Tigres do México, recebeu e não passou a parte do Cuiabá. Absurdo”, concluiu.
Apesar das críticas, Dresch demonstrou confiança nas novas medidas de controle financeiro que estão sendo implementadas no futebol brasileiro.
“Eu estou muito otimista com essas mudanças. A partir de agora, a gente não precisa mais acionar a CNRD para cobrar uma dívida nova. O órgão que a TBS criou para monitorar o Fair Play vai fazer isso. Eu acho que isso vai ficar no passado e a gente espera receber, como estamos recebendo do Atlético Mineiro, do Corinthians. Temos o Grêmio também, que depende da adesão da CNRD”, afirmou.
Fonte: Diário do Peixe


