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Presidente da Petrobras desafia críticos após anúncio de lucro


A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta sexta-feira (6) que o desempenho recente da estatal demonstra a força da companhia e rebateu críticas de parte do mercado. “Quem apostar contra a Petrobras vai perder”, disse a executiva durante teleconferência com investidores após a divulgação do balanço anual. A frase tem sido repetida por ela sempre depois dos balanços da empresa.

A empresa reportou lucro líquido de R$ 110,1 bilhões em 2025, resultado cerca de 200% maior que o obtido em 2024, segundo os números divulgados pela companhia.

Segundo Chambriard, o resultado foi impulsionado principalmente pelo crescimento da produção de petróleo e gás, que aumentou 11% em relação ao ano anterior, o que ajudou a compensar oscilações no preço internacional do petróleo.

A executiva também afirmou que os números demonstram a capacidade da empresa de ampliar produção e manter competitividade no setor energético. Para a executiva, críticas recorrentes à gestão da estatal não levam em conta os indicadores operacionais e financeiros mais recentes.

Apesar da queda de cerca de 14% no preço do Brent ao longo de 2025, a companhia afirma que conseguiu manter um desempenho considerado sólido graças ao aumento da produção, ganhos operacionais e maior eficiência na exploração e produção de petróleo.

No quarto trimestre, a estatal registrou lucro de R$ 15,6 bilhões, revertendo prejuízo observado no mesmo período de 2024.

A companhia também anunciou proposta de pagamento de R$ 8,1 bilhões em dividendos referentes ao quarto trimestre de 2025, valor que será distribuído aos acionistas em duas parcelas ao longo de 2026.

Durante a apresentação, Chambriard ainda afirmou que a empresa acompanha o cenário internacional do petróleo, marcado por tensões no Oriente Médio e volatilidade do preço do barril, para avaliar seus próximos passos.

Controlada pela União, a Petrobras é a maior empresa brasileira do setor de energia e frequentemente está no centro de debates sobre política de preços de combustíveis, dividendos e o papel das estatais na economia.

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Fonte: Gazeta do Povo

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