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Por vítimas de violência, ministra dos Direitos Humanos estará em Santos nesta quarta


A ministra dos Direitos Humanos e Cidadania, Macaé Evaristo, estará em Santos nesta quarta-feira (4), em agenda do Movimento Mães de Maio, para anunciar política inédita de memória e atendimento a famílias de vítimas da violência de Estado.

O evento será realizado às 15 horas, no Grêmio Recreativo Cultural Academia de Samba Unidos da Zona Noroeste
Endereço (Rua Prof. Francisco de Domênico, s/n – Areia Branca).

Será realizado também o anúncio da criação do Centro de Memória às Vítimas da Violência de Estado (CMVV) e do Centro de Acesso a Direitos e Inclusão Social (Cais) Mães por Direitos. Será o primeiro equipamento público voltado à memória, à verdade, à reparação, à prevenção e ao acolhimento de familiares atingidos pela letalidade estatal. O lançamento será feito em Santos, com as presenças da ministra e de Marta Machado, titular da Secretária Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), ao lado de representantes do Movimento Independente Mães de Maio e da Iniciativa Negra

O projeto tem o objetivo de preservar a memória e acolher familiares das pessoas atingidas pela violência de Estado. Macaé Evaristo ressalta o pioneirismo da iniciativa. “Este projeto representa mais do que a recuperação de um imóvel público. Ele expressa o compromisso do governo federal com a memória, a verdade e a reparação simbólica às vítimas da violência de Estado e às famílias que transformaram o luto em luta por justiça.”

O edifício que abrigará o centro entrará em reforma, para ser aberto ao público ainda no primeiro semestre de 2026.

A Baixada Santista foi escolhida como território-sede do CMVV por concentrar episódios emblemáticos de letalidade policial e chacinas. Medidas como as Operações Escudo e Verão, realizadas pelo governo do Estado de São Paulo entre 2023 e 2024, deixaram um saldo de ao menos 84 mortes. Durante os chamados Crimes de Maio de 2006, 564 pessoas foram mortas no Estado de São Paulo. Desse total, 115 homicídios aconteceram na Baixada Santista, conforme o relatório São Paulo sob Achaque: Corrupção, Crime Organizado e Violência Institucional em Maio de 2006, feito pela Clínica Internacional de Direitos Humanos/Harvard Law School e Justiça Global.



Fonte: Jornal Da Orla

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