A Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) aprovou, nesta quinta-feira (26), a deflagração de estado de greve para exigir que o governo federal apresente um projeto para valorização da carreira.
A reunião que decidiu pela mobilização reuniu os 27 sindicatos que integram a federação. De acordo com a entidade, o governo já abriu um canal de negociação com a categoria. Na véspera da decisão, o presidente da Fenapef, Marcus Firme, e o diretor de estratégia sindical, Flávio Werneck, levaram as demandas ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva.
Em outra frente, o Sindicato Nacional dos Servidores do Plano Especial de Cargos da Polícia Federal (SinpecPF) demonstrou indignação após receber relatos de que o presidente Lula (PT) teria se negado a avançar com a criação do Fundo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (Funcoc) caso haja paralisação.
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O Funcoc reuniria recursos de apreensões obtidos durante as operações. Membros da PF reivindicam que ele seja utilizado para prover gratificações aos policiais. Entre os benefícios previstos estão a Indenização por Regime Especial de Dedicação Gerencial (IREDG), de até 25% do salário, a Gratificação de Eficiência Institucional (GEI), de 20% e a Gratificação de Valorização Profissional (GVP), de 10%.
A preocupação da categoria, porém, vem da alegação do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) de que as gratificações reivindicadas seriam inconstitucionais, no sentido oposto do que vinha sendo negociado com Wellington.
A demora na tramitação do Funcoc também chamou a atenção da Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (FenaPRF). No dia 12 de março, a entidade anunciou que entraria em estado de alerta, ameaçando uma greve, caso o fundo não avance. A crítica também é direcionada ao MGI, pasta onde, de acordo com a nota, a proposta está paralisada.
Fonte: Revista Oeste


