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Petrobras diz que petróleo em frente à cidade de Santos é ‘significativo’

Estatal aguarda conclusão de testes para confirmar volume de petróleo e gás natural no Bloco de Aram

A Petrobras confirmou que a reserva de petróleo e gás natural descoberta no poço 4-BRSA-1395-SPS, a 245 quilômetros da costa de Santos, é “significativa”. A declaração foi feita ontem pela diretora executiva de Exploração e Produção da estatal, Sylvia Maria Couto dos Anjos, durante um evento no Rio de Janeiro.

A descoberta, anunciada em 17 de março, integra o Bloco de Aram, localizado no pré-sal da Bacia de Santos. No entanto, a Petrobras ainda aguarda a finalização de testes para determinar o volume exato da reserva. A exploração segue com a perfuração do poço até a profundidade prevista para analisar as condições do reservatório.

Impacto e Investimentos

A Petrobras detém 80% de participação no Bloco de Aram, enquanto os outros 20% pertencem à estatal chinesa China National Petroleum Corporation (CNPC). A confirmação da presença de hidrocarbonetos ocorreu por meio de perfis elétricos, indícios de gás e amostras de fluido, que estão sendo analisadas em laboratório.

A exploração dessa nova reserva poderá adiantar em um ano o pico de produção planejado pela Petrobras, segundo Sylvia Maria. Entretanto, ainda não há previsão oficial para o início da produção no local.

Royalties e Benefícios para Santos

A futura extração de petróleo e gás natural pode gerar milhões de reais anualmente para a Prefeitura de Santos, por meio de royalties e participações especiais.

De acordo com as diretrizes, 50% desses recursos deverão ser destinados à educação, enquanto o restante poderá ser investido em infraestrutura e proteção ambiental.

Outras Descobertas

Além do Bloco de Aram, a Petrobras também anunciou em março a descoberta de hidrocarbonetos no Bloco Norte de Brava, na Bacia de Campos, e em um poço na região oeste do Campo de Búzios, ambos no litoral do Rio de Janeiro.

O Bloco de Aram foi arrematado pela Petrobras na 6ª rodada de licitações da Agência Nacional do Petróleo (ANP), em março de 2020, sob o regime de Partilha de Produção. A gestão do contrato é realizada pela Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA).

Fonte: Diário do Litoral

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