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Pastagens têm cenário irregular


As pastagens do Rio Grande do Sul apresentam cenário heterogêneo, conforme o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (19) pela Emater/RS-Ascar. De modo geral, áreas com solo raso ou arenoso e sem registro recente de chuva já apresentam plantas em estresse térmico. Nas áreas de várzea, o crescimento segue satisfatório. Diversas áreas suportaram pastejo, mas houve reajuste de carga animal em parte das propriedades. Em campos degradados, com menor disponibilidade de umidade, o capim-annoni ampliou a produção de sementes, intensificando a infestação.

Na região administrativa de Bagé, o campo nativo apresenta ressecamento e redução de vigor. Espécies como braquiárias, panicuns, capim-elefante e tifton registraram queda na produção, embora mantenham tolerância à deficiência hídrica, assim como áreas de milheto e capim-sudão.

Em Caxias do Sul, foi observada estagnação no crescimento das forrageiras devido à baixa umidade no solo, apesar de condições adequadas de luminosidade e temperatura. Os tiftons demonstraram maior tolerância à restrição hídrica em relação a outras espécies, mas também apresentaram redução no ritmo de crescimento. O campo nativo e o nativo melhorado tiveram desenvolvimento mais lento, embora a oferta de forragem tenha sido suficiente para o pastejo.

Na região de Erechim, os campos nativos reduziram o crescimento em razão do período prolongado de altas temperaturas e restrição hídrica. Ainda assim, o acúmulo de massa verde permitiu a realização de pastejos.

Em Passo Fundo, a produção de massa verde nas pastagens cultivadas foi considerada adequada. Nos campos nativos, a baixa ocorrência de chuvas afetou a oferta e a qualidade da forragem. Produtores realizaram roçadas para controle de plantas espontâneas e invasoras.

Na região de Pelotas, nos municípios de Jaguarão, Santa Vitória do Palmar e Chuí, houve diminuição da oferta de forragem, com predomínio de pasto seco em áreas de campo nativo e pastagens cultivadas, em função da menor disponibilidade hídrica. A precipitação registrada no período tende a reduzir o déficit de umidade e favorecer a rebrota. Em Santana da Boa Vista, a disponibilidade de forragem nos campos nativos foi, de modo geral, satisfatória, mas áreas mais suscetíveis, especialmente em solos rasos e com menor volume de chuvas, já apresentam impactos. Em Pedras Altas, campos nativos e pastagens cultivadas mantêm boa oferta.

Na região de Porto Alegre, as pastagens de verão e os campos nativos apresentam desenvolvimento dentro do esperado. A maioria das áreas está em estádio vegetativo, favorecida pela umidade do solo mantida pelas chuvas anteriores. Na região Centro-Sul, as espécies de verão se aproximam do final do ciclo.

Em Santa Rosa, o desenvolvimento das pastagens está comprometido, com redução no crescimento e na oferta de forragem. Em algumas localidades, a aveia de verão permitiu apenas um ciclo de pastejo devido à limitação no rebrote. Há áreas que passaram por roçada em razão da desuniformidade do dossel. Mesmo em áreas irrigadas, o desempenho está abaixo do esperado, pois a redução no nível dos açudes levou à diminuição da lâmina de irrigação, muitas vezes insuficiente para atender à demanda hídrica. Nas áreas sem irrigação, a brotação e o rebrote estão praticamente estagnados.

Na região de Soledade, o ritmo de rebrote está reduzido, mas a oferta de volumoso permanece satisfatória. De modo geral, tanto as pastagens cultivadas quanto o campo nativo mantêm oferta adequada, sem restrições significativas ao desempenho dos animais.





Fonte: AGROLINK

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