As importações brasileiras de fertilizantes avançaram de forma significativa no primeiro trimestre de 2026, com crescimento em volume e em valor na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo levantamento da GlobalFert, o total importado chegou a cerca de 8,72 milhões de toneladas, ante aproximadamente 7,10 milhões em 2025, alta de cerca de 23%.
O desembolso com as compras externas superou US$ 3,02 bilhões, acima dos US$ 2,23 bilhões registrados um ano antes, movimento que refletiu não apenas o maior volume adquirido, mas também a elevação dos preços internacionais. O avanço foi puxado principalmente pelos nitrogenados. A ureia teve leve recuo em volume, de cerca de 1,29 milhão para 1,18 milhão de toneladas, mas com forte alta nos preços, de aproximadamente US$ 380 por tonelada para US$ 452 CFR, em meio ao encarecimento do gás natural e às restrições de oferta global.
O sulfato de amônio se destacou com expansão de cerca de 1,29 milhão para mais de 2,11 milhões de toneladas, consolidando espaço como alternativa competitiva, mesmo com leve alta de preços. O nitrato de amônio também avançou, saindo de cerca de 128 mil para 149 mil toneladas, acompanhado de aumento de preços de US$ 251 para US$ 336 CFR.
Nos fosfatados, o cenário foi misto. O MAP recuou de cerca de 683 mil para 639 mil toneladas, enquanto o DAP perdeu ainda mais espaço, de aproximadamente 27 mil para 8 mil toneladas. Já o SSP avançou de cerca de 521 mil para 749 mil toneladas, e o TSP praticamente dobrou de volume. No potássio, o KCl manteve a liderança, com crescimento de 2,61 milhões para cerca de 3,09 milhões de toneladas, também com preços mais altos.
Fonte: AGROLINK


