Impulsionado pela tecnologia e pelas redes sociais o tempo do imediatismo em que vivemos vai suplantando a capacidade de reflexão devido a busca incessante pelo retorno e resultados imediatos. Além disso nossa paciência vai se esgotando porque parece termos desaprendido a esperar. Tudo é para agora, as cobranças são muitas e acontecem de forma imediata e constante exigindo respostas na mesma proporção.
Na era do imediatismo onde tudo é muito rápido. Com um simples clique no celular, computador ou outro equipamento eletrônico, a entrega de uma pizza ou refeição completa chega rápido onde estivermos. Em mais breve tempo ainda a informação que queríamos ou aquela que não nos interessa também está à disposição.
Tudo isso nos leva a pular etapas, a ignorar o processo de maturidade necessário para tomada de decisões, inclusive as que envolvem riscos, quando uma ação ou um gesto impensado pode causar prejuízos ou traumas que impactam não apenas o dia a dia, mas vidas, nossa e de outrem.
Infelizmente o momentâneo pode subtrair nossa paz, nossa real produtividade, nos levando à exaustão física e mental.
O mais grave é que tem se apresentado como natural e cotidiano. Basta observar o que fazem muitos governantes que não pensam duas vezes em atingir a sociedade, infligindo a ela o ônus financeiro dos desmandos, da incompetência, da sede de poder. É o que se vê principalmente com a sanha tributária.
O Brasil tem uma das maiores cargas de impostos do mundo. Em todas as suas esferas – Federal, Estadual e Municipal. Segundo o Portal Tributário, 95 tipos de impostos, taxas e contribuições, ou seja, quase 100 tributos são cobrados dos cidadãos (pessoas físicas) e empresas (pessoas jurídicas), seja de forma direta (renda e patrimônio) ou indireta (embutidos no consumo de produtos e serviços) e alguns representam até mais de 80% do preço do produto.
Uma das principais causas para o aumento da carga tributária brasileira está no aumento dos gastos públicos. Pagamos imposto sobre quase tudo. Ressaltando que a carga tributária incide fortemente sobre o consumo, afetando proporcionalmente mais a classe média e os mais pobres que gastam grande parte da sua renda em produtos básicos, enquanto os muito ricos pagam alíquotas proporcionalmente menores porque não há uma distribuição igualitária das receitas tributárias.
De acordo com o Índice de Retorno de Bem Estar à Sociedade (IRBES), o Brasil é o país que menos devolve a população em serviços públicos o valor dos impostos que se paga.
Um estudo da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), entidade internacional que analisa a arrecadação tributária comparada com o (Produto Interno Bruto (PIB), o brasileiro trabalha 5 meses do ano somente para custear as cobranças de tributos e mais 5 meses para pagar ao setor privado, os serviços públicos essenciais que o Governo deveria garantir através da aplicação de recursos oriundos de tributos.
Fonte: Jornal Da Orla


